Pelarin afirma que mais pessoas podem ter sigilo financeiro quebrado

Justiça vai enviar informações bancárias e fiscais de 30 pessoas e empresas ao Ministério Público, que pode pedir mais investigações

O juiz Evandro Pelarin, da 1ª Vara Criminal de Fernandópolis, disse ontem que mais pessoas podem ter os sigilos bancário e fiscal quebrados durante processo que investiga a Máfia do Asfalto. Anteontem ele determinou que a Justiça liberasse o acesso às informações financeiras de 30 pessoas, entre elas um empresário de Votuporanga, a mulher e os filhos dele.

De acordo com o juiz, as partes envolvidas no processo já foram intimadas, e o Banco Central e a Receita Federal vão remeter a documentação referente ao período que vai de janeiro de 2008 a fevereiro de 2014 ao Ministério Público, que pode pedir que a Justiça adote o mesmo procedimento em relação a outras pessoas. “O MP pediu a quebra dos sigilos de 30 pessoas e empresas. Entendi que havia fundamento e por isso autorizei. A investigação vai prosseguir e por isso é perfeitamente possível que mais pessoas sejam averiguadas”, afirmou.

Ao decretar a quebra do sigilo, Pelarin determina a imediata comunicação às instituições financeiras cujos denunciados possuem ou possuíram relacionamento financeiro, além de “ informar às instituições financeiras que os cadastros das contas investigadas, faturas de cartão de crédito e informações relativas a transferências eletrônicas disponíveis, em especial, também, aquelas que foram emitidas em valor em espécie, devem também ser enviadas ao Ministério Público.

O pedido das quebras de sigilos foi feita pelos promotores do Gaeco de Rio Preto, que entraram com ação penal por falsidade ideológica e fraude em licitação contra os empresários e as empresas. O novo pedido investiga suposta lavagem de dinheiro por parte do empresário de Votuporanga, apontado como chefe de esquema que fraudou licitações em pelo menos 62 cidades do Estado de São Paulo.

A reportagem procurou pelo advogado Alberto Zacarias Toron, mas uma secretária disse que ele estava fora da cidade de São Paulo para uma audiência, e que não seria possível fazer conato. (Colaborou Alexandre Gama) Getúlio Salvador/O Jornal

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