Pedreiro é preso suspeito de agredir companheira de 68 anos

Vítima deu entrada no hospital com ferimentos no rosto, pescoço e na testa. Crime aconteceu em Rio Preto e foi registrado como feminicídio.

Um pedreiro de 66 anos foi preso suspeito de tentar matar a companheira, uma aposentada de 68 anos, na noite desta quarta-feira (2) no bairro Maria Lúcia, em São José do Rio Preto (SP). Segundo o boletim de ocorrência, após agredir a mulher, o suspeito teria ligado para uma pessoa dizendo que havia matado a aposentada.

De acordo com informações da polícia, a mulher contou que foi agredida com chutes, socos, facadas, além de ser asfixiada. A vítima acabou desmaiando e o suspeito achou que tinha matado a mulher.

A vítima foi resgatada e o suspeito disse que a mulher tinha sofrido um acidente doméstico. No hospital, quando a equipe médica percebeu que se tratava de agressões, o suspeito fugiu. O homem foi preso em casa e uma faca, com marcas de sangue, foi apreendida no local.

Durante o depoimento, a aposentada confirmou as agressões e disse à polícia que estava com o suspeito há sete meses e que eles tinham planos de se casar, mas por conta das constantes agressões, ela iria desistir dos planos.

O pedreiro foi localizado e confessou as agressões, mas negou que teria tentado esfaquear a companheira. O pedreiro foi preso em flagrante e levado para Centro de Detenção Provisório (CDP) de Rio Preto, onde ficará à disposição da Justiça.

A vítima continua internada em um hospital particular de Rio Preto, com ferimentos no pescoço, no rosto e um corte na testa. Segundo o registro, a vítima não corre risco de morte. O caso foi registrado como homícidio qualificado e feminicídio.

A lei do feminicídio foi sancionada há pouco mais de um ano. Assim como a lei Maria da Penha, a lei do feminicídio é mais uma ferramenta da Justiça para tentar intimidar quem agride e mata mulheres no Brasil. A pena de prisão para homicídio simples varia de seis a 20 anos. No caso do homicídio qualificado, onde se inclui o feminicídio, a pena vai de 12 a 30 anos de detenção. G1

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