Pedágio da BR-153 sobe hoje à noite

A partir da meia-noite de hoje, os pedágios do trecho paulista da rodovia BR-153 (Transbrasiliana) sofrerão um reajuste de 6,06% em sua tarifa base. Com isso, o preço cobrado atualmente, de R$ 3,30, passará para R$ 3,50, no caso de automóveis, caminhonetes e furgões. O valor estará em vigor nas praças de P1, em Onda Verde, e P2, em José Bonifácio, ambas na região de Rio Preto, além das praças P3, em Lins, e P4, em Marília.

As motocicletas, motonetas e bicicletas motorizadas são os veículos com o menor valor, R$ 1,75, metade do preço cobrado para automóveis. Caminhões com reboque e caminhões-trator com semi-reboque, com seis eixos e rodagem dupla, pagarão R$ 21, o valor mais alto praticado, seis vezes maior que o de automóveis comuns. O reajuste anual está previsto no contrato entre o Governo Federal e a concessionária Transbrasiliana Concessionária de Rodovia S/A, que administra o trecho da BR-153, e foi autorizado pela Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT).

Segundo a administradora, a cobrança do pedágio é a principal fonte de recursos para fazer frente às despesas da concessionária com investimentos, obras de melhoria, de conservação e de ampliação. A concessionária também é responsável pelos serviços de auxílio ao usuário24 horas por dia. Para mais informações, a Transbrasiliana disponibilizou uma linha direta entre a empresa e os usuários da rodovia. Em caso de dúvidas, basta ligar para o 0800 723 0153.

A Transbrasiliana é responsável, desde fevereiro de 2008, pela administração de mais 321 quilômentros da BR-153, a quarta maior rodovia do Brasil, com exceção do trecho de 25 quilômetros que corta o município de Marília, que não faz parte do contrato de concessão. A concessionária gerencia o trecho que inicia-se na divisa entre os Estados de Minas Gerais e São Paulo no município de Icém (km 0) e termina na divisa entre os Estados de São Paulo e Paraná, no município de Ourinhos, (km 347,7). A concessão adquirida pela empresa BRVias é de 25 anos.

Cobrança por eixo vale

A cobrança de pedágios por eixos em caminhões, desconsiderando o fato de as rodas estarem ou não tocando o chão, está em vigor desde o dia 28 de julho, mesmo depois de um período de suspensão no Estado de São Paulo por uma liminar solicitada pela Associação do Transporte de Cargas do Brasil (ATR Brasil).

A associação teve seu mandado de segurança coletivo cassado pelo presidente do Tribunal de Justiça de São Paulo sob o fundamento de que a decisão colocava em risco as finanças do Estado, com o processo julgado improcedente pelo novo juiz no caso na sequência. Segundo a ATR Brasil, a cobrança seria ilegal devido ao fato de que a elevação do eixo evita o desgaste do pavimento, sendo incorreto afirmar, conforme vem sendo dito, que o eixo suspenso sobrecarrega o outro, causando maior atrito e diminuindo a vida útil do asfalto.

“Os processos que tramitam paralelamente serão acompanhados por esta assessoria até última instância para, no mínimo, deixar patenteada a convicção de nossa entidade de que a cobrança não tem base legal e técnica, servindo apenas de massa de negociação entre Governo Paulista e concessionárias de rodovias”, afirma o assessor jurídico da ATR Brasil, Moacyr Francisco Ramos, em comunicado.

 

Beto Carlomagno – Diário da Região

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