Parecer descarta apuração contra vereador que teria abusado de menores em Rio Preto

Jornal Diário da Região

Parecer do diretor jurídico da Câmara de Rio Preto, Cláudio Ferraz, descarta a criação de uma comissão processante para apurar denúncia de abuso sexual, que teria sido praticado pelo presidente da Câmara, Oscarzinho Pimentel (PSL).
Ele é acusado de pagar R$ 400 por um programa sexual com duas garotas de 17 anos. Apesar do parecer descartar a investigação, a última palavra sobre a abertura da comissão processante será do vice-presidente da Câmara, Jorge Menezes (DEM).
Ele terá que decidir hoje entre acatar o parecer da Diretoria Jurídica da Câmara ou colocar em votação a representação do Sindicato dos Servidores Municipais de Rio Preto que pede a criação da comissão processante.Menezes disse que até o final da tarde de ontem a representação do sindicato e o parecer jurídico não haviam sido entregues em seu gabinete.
“Só vou me manifestar depois que tomar conhecimento da denúncia do sindicato e do parecer”, disse Menezes no início da noite de ontem.
Para o diretor jurídico, que é indicação de confiança do presidente, a denúncia contra Oscarzinho que tramita na Delegacia de Defesa da Mulher (DDM), não caracteriza infração político-administrativa. “Esse caso é pessoal do presidente (Oscarzinho). Não existe infração política nem administrativa”, afirmou Ferraz. Ao comentar sobre o eventual arquivamento da representação sem a votação do plenário ele disse: “É o caminho lógico”.

Ferraz elaborou o parecer ontem pela manhã.
O caso foi encaminhado para o vice-presidente porque Oscarzinho, que deveria decidir sobre o destino da representação do sindicato na condição de presidente da Câmara, é o acusado. Menezes também tentará se livrar da responsabilidade. “Meus advogados disseram que eu não poderia me manifestar sobre esse assunto, porque sou o sucessor de Oscarzinho e poderia me beneficiar”, afirmou. “Posso encaminhar o caso para um dos três secretários da Mesa Diretora (Nilson Silva, José Carlos Marinho e Dinho Alahmar)”, completou.
Em outro parecer emitido desta vez sobre o abaixo-assinado elaborado pelo Sindicato dos Servidores que pede o afastamento de Oscarzinho da presidente da Câmara, o diretor jurídico destacou que esse caso deve ser analisado pelo Conselho de Ética. No entanto, ele adiantou que o Regimento Interno da Câmara não permite o afastamento do presidente. “O presidente só deixa o cargo por renúncia ou se ele for deposto pelos outros vereadores. Não existe afastamento temporário”, disse.
O presidente do Conselho de Ética, Paulo Pauléra (PP), afirmou que vai reunir os demais membros do grupo – Antonio Carlos Parise (PTB), Manoel Conceição (PPS), Nilson Silva (PSDB) e José Carlos Marinho (PSB) – para avaliar o parecer do diretor jurídico sobre o abaixo-assinado que tem 1,6 mil assinaturas pedindo o afastamento de Oscarzinho. “Assim que receber o parecer vou reunir o Conselho”, disse Pauléra, ontem.
A dona de casa I.L.P vai depor hoje na Delegacia de Defesa da Mulher (DDM) em Rio Preto. Ela é viúva do segurança que foi velado no cemitério São João Batista no dia 22 de junho. I.L.P afirmou ontem que vai confirmar à delegada Dálice Aparecida Ceron conteúdo de entrevista concedida ao Diário no último dia 25 de julho.

Ou seja, ela vai dizer que o presidente da Câmara, Oscarzinho Pimentel (PSL), esteve no velório do seu marido e que o político levou pães e mortadela.
A dona de casa deve confirmar a versão da menor A.C, de 17 anos, que acusa Oscarzinho de levá-la a um motel. Antes, porém, ele teria passado no velório para deixar os lanches.

A ida do vereador do PSL ao velório foi indicada pela própria menor ao relatar, em detalhes, onde esteve com o vereador antes da relação sexual em um motel da cidade, acompanhada de uma amiga identificada como T. As duas teriam recebido R$ 400 pelo programa com o vereador.
A menina também revelou que Oscarzinho passou em uma padaria no bairro Ouro Verde, conforme revelaram imagens divulgadas com exclusividade pelo Diário na semana passada. “Falei a verdade. É isso que vou contar para a delegada”, afirmou I.L.P, que disse que não conhecia o presidente da Casa antes dele aparecer no velório do seu marido para entregar os lanches. Ela considerou o ato do parlamentar um ato de “caridade”.
A delegada não confirma o depoimento da dona de casa. Ela afirmou novamente que não pode dar detalhes do inquérito policial por envolver menores de idade.

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