Para ficar com as contas no azul

Período é ideal para quem mudar os hábitos financeiros e passar a viver uma vida sem apertos; especialistas dão dicas simples de como gastar com consciência, sem se endividar

Começo de ano é sempre o período escolhido para fazer mudanças e criar metas. Pensando nisso, não teria melhor momento que janeiro de 2015 para transformar sua vida financeira. Mudar hábitos financeiros pode parecer complicado, mas, com pequenos ajustes no dia a dia, é possível gastar com mais consciência, evitar endividamento e, consequentemente, economizar.

Para aqueles que estão em busca de uma vida financeira mais saudável, o consultor financeiro João Elias Martins aconselha ter uma postura consciente e avaliar a condição atual de ganho versus gastos. “Veja quanto ganha e quais são suas prioridades básicas no dia a dia. Abra mão de alguns luxos e caprichos por um determinado tempo.

Com a economia obtida, inicie um processo de negociação com credores, fazendo uma proposta consciente que poderá ser cumprida”, diz. Segundo o educador financeiro Reinaldo Domingos, autor do livro Terapia Financeira, uma boa opção é registrar em uma agenda, mês a mês, os compromissos de 2015. Aniversários, datas comemorativas e compromissos, como o Imposto sobre a Propriedade de Veículos Automotores (IPVA), devem ser antecipados para que não haja nenhuma surpresa.

“Para cada evento é preciso registrar o valor de intenção do investimento e gasto”. Além disso, segundo Martins, credores estão sempre abertos à negociação. “Outra dica importante é, caso a renda atual não seja suficiente, mesmo com os apertos, busque uma renda complementar, fazendo bicos com trabalhos noturnos ou em fins de semana. É um caminho que muitos brasileiros vêm escolhendo, até mesmo para ter uma qualidade de vida melhor”.

Também ajuda a controlar os gastos ter um objetivo concreto, como uma viagem dos sonhos ou um imóvel. “Toda ação resulta em uma reação. Se uma pessoa tem um objetivo ‘maior’ para sua vida, que está além do dia a dia, esse objetivo irá motivar atitudes que contribuam para alcançá-lo. Por isso, é fundamental ter objetivos de curto e médio prazo”, afirma Martins.

Para Domingos, o início do ano é o momento de traçar as metas e decidir como elas serão alcançadas. “Reúna a família, inclusive as crianças, e converse sobre os sonhos realizados e os sonhos que querem realizar neste novo ano e também nos próximos. Para cada sonho e desejo é preciso que seja registrado o quanto custa, o quanto será guardado e em quanto tempo será realizado”.

Outra forma de economizar é constatar excessos de despesas dentro própria casa. “Nas famílias brasileiras, em pesquisas já realizadas, foi constatado que existem excessos de em média 20% nos gastos mensais (energia elétrica, água, alimentação, telefone, etc.). É preciso realizar um diagnóstico financeiro minucioso por categoria de despesa pelo período de 30 dias, incluindo até mesmo o cafezinho e as gorjetas. É assim que você descobrirá para onde está indo cada centavo de seu dinheiro”.

Endividamento

O endividamento normalmente está ligado a alguns fatores. O primeiro e principal deles, segundo o consultor financeiro, é o desemprego, principalmente pelo fato de ser algo inesperado. “O trabalhador assume compromissos em longo prazo e, com a falta de renda inesperada, começa a entrar num ciclo de endividamento.

A solução, para o trabalhador que ainda não possui estabilidade no trabalho ou que percebe instabilidade na empresa, é evitar dívidas de longo prazo e, até mesmo, fazer uma reserva para garantir um período mais tranquilo enquanto não arruma novo emprego”, diz. Já os outros dois fatores que contribuem para o endividamento estão diretamente relacionados à dificuldade de administrar créditos e à falta de controle dos brasileiros.

“Alguns confundem o limite do cartão de crédito e do cheque especial como complemento de renda, e não são. É um empréstimo que deve ser quitado o mais rápido possível e, se não for pago, o custo será muito algo e, com certeza, será o início de um endividamento. Cartão de crédito é um produto cheio de benefícios, mas uma verdadeira armadilha para o endividamento. Cheque especial é um produto para uso emergencial.

Usar constantemente é comprometer um bom percentual da renda com uma nova dívida, os juros”, afirma Martins. Por último, a falta de controle, um problema que afeta, principalmente, pessoas com bons ganhos ou ganhos variáveis, comissionados, diz o consultor financeiro. “Por ganhar bem, essas pessoas não acham necessário controlar e, não controlando, são vítima fácil do mercado consumista. Quanto mais ganham, mais gastam, gastam sempre mais do que ganham, num ciclo de insatisfação e ansiedade”. DiárioWeb

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