Para economista, é hora de investir em tecnologia

Juny Figueiredo destaca o papel do poder público no momento atual do país e a importância de buscar novos caminhos

O Brasil vive um momento econômico difícil, que afeta todos os municípios, especialmente com relação à geração de empregos. Votuporanga, por exemplo, que nos últimos anos viveu momentos empolgantes na oferta de vagas, com 611 oferecidas no primeiro trimestre de 2011, com 557 no mesmo período de 2012, 498 em 2013 e 188 em 2014, fechou os três primeiros meses deste ano com um saldo de ­265 postos de trabalho. O economista e professor Juny Figueiredo fez uma avaliação do período e destacou o que é preciso fazer para recuperar o crescimento.

Para Juny, o governo municipal deve melhorar a eficiência econômica e fiscal, com ferramentas que permitam maior transparência em relação aos gastos públicos, para investir em projetos e ações que fomentem o desenvolvimento econômico e social de Votuporanga, como investimento em capacitação dos trabalhadores que estão desempregados e procuram uma nova recolocação no mercado de trabalho.

“Também deve implementar políticas de criação de um parque industrial mais diversificado, focado principalmente em tecnologia, que hoje é uma das áreas menos afetadas pela crise e fornecem empregos de maior valor à comunidade, sem gerar poluição e outros efeitos indesejáveis à natureza. Essas ações se tomadas em conjunto com a sociedade e de maneira tecnicamente correta, trazem grandes benefícios à nossa cidade”, destacou.

Emprego

Em momentos de crise como o vivido atualmente, quem mais sofre é o trabalhador. “A orientação é que o empregado se esforce ainda mais e tente produzir o máximo possível, pois nas crises os dispensados primeiro são os empregados que possuem o pior desempenho ou que estão despreparados para os desafios de um cenário como esse”.

De acordo com o economista, é recomendável também não fazer grandes dívidas, como reformas e aquisição de casas, troca ou compra de automóveis. “Pois, em caso de demissão, o cenário fica muito mais complicado e preocupante quando você tem grandes contas para pagar”.

Para Juny, em caso de demissão, o profissional deve ter calma para avaliar as razões que levaram à sua dispensa, corrigir seus defeitos, procurar se atualizar ou até mesmo aprender novas habilidades, fazendo cursos e procurando aprender e dominar novos conhecimentos que permitam que ele possa competir com mais preparo no cenário atual de crise, ou em muitos momentos, mudar até de profissão e procurar uma colocação em mercados que estão sendo menos afetados pela crise.

Boatos

Nasce nas ruas das cidades o boato de que o governo federal irá bloquear o dinheiro da poupança dos brasileiros. Juny esclareceu que a população não precisa ficar com medo.

“Sempre em momentos difíceis, os boatos ganham força, mesmo que não tenham base alguma, pois há uma grande sensação de insegurança, como este sobre a poupança. O bloqueio realizado durante o governo Collor foi catastrófico e criou um grande trauma em toda a sociedade brasileira. Mais o cenário em que foi tomada essa medida, com inflação que batia os 80% ao mês, com a economia devastada por um congelamento de preços realizado pelo governo Sarney, e ao excesso de moeda disponível na economia, causado pelos altos gastos do governo federal sem leis que obrigassem o governo as ser responsável pelos seus gastos”.

O economista destacou que o cenário daquela época era bem diferente do atual. “Temos, embora alta, uma inflação de 8% ao ano, uma economia bem mais diversificada, uma população mais atuante, uma Lei de Responsabilidade Fiscal e um Congresso Nacional com mais força política, portanto, totalmente diferente do governo Collor. Uma medida dessas, de bloqueio da poupança, não poderia ser implementada atualmente, pois o Congresso e demais representantes da população brasileira, como entidades de classe, não permitiriam, e tal medida econômica não traria nenhum benefício ao atual momento econômico”.

É preciso economizar

Juny também destacou algumas dicas e formas do brasileiro economizar: ­

Controle os gastos por meio de um caderno ou uma planilha eletrônica, que possui muito mais ferramentas, e há ainda aplicativos excelentes para celulares, como guia bolso, que permite controlar suas despesas com cartão de crédito e seu saldo bancário em tempo real.

Depois, foque na diminuição de despesas, estabelecendo metas para redução de gastos como água, energia, combustível, etc, dando maior atenção aos gastos com cartão de crédito e cheque especial, que possuem juros altíssimos. Quem tiver dívidas com cartão e cheque especial, deve substituí­-las por outras mais baratas, como empréstimos pessoais e consignados, que cobram juros menores, além de cortas despesas desnecessárias e diminuir ou eliminar os gastos com supérfluos. Leidiane Sabino/A Cidade

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