Pai que matou dois filhos é transferido para o CDP

O zootecnista Hugo Imaizumi, 41 anos, que matou os filhos de 3 e 4 anos a facadas e tentou suicídio, no dia  25 de setembro, teve alta médica do Hospital de Base de Rio Preto e será transferido nesta segunda-feira, 3, para o Centro de Detenção Provisória (CDP).

Na última sexta-feira, 30, Hugo confessou à delegada da Mulher Dalice Ceron ter dopado e depois matado a facadas os dois filhos. No depoimento de uma hora, que foi prestado no Hospital de Base de Rio Preto, ele afirmou que o motivo do crime foi ciúmes da mulher. Acompanhada de uma escrivã, a delegada registrou a fala de Hugo, que estava na UTI desde domingo, 25, quando tentou suicídio. Ele foi para o quarto nesta sexta-feira e está internado sob escolta policial na ala masculina do setor de enfermagem do HB.

Hugo vivia em crise no casamento com a fisioterapeuta Juliana Paes, 25 anos, mãe de seus dois filhos Otávio, 4 anos e Augusto, 3. Após ter esfaqueado os filhos, ele deixou uma carta escrita a mão, citando uma suposta traição de Juliana, e tentou se matar. Em depoimento à polícia, a mulher negou ter sido infiel. No depoimento a Dálice, Hugo tentou justificar o ato criminoso. “Ele assumiu toda a responsabilidade sobre a morte dos filhos e confirmou tudo que a esposa tinha dito. O fato de poder perder as crianças para a mãe, em uma separação, o levou ao desespero”, relata a delegada.

Juliana manifestou a intenção de pedir a separação e ficar com a guarda das crianças. Durante todo o depoimento, Hugo permaneceu calmo ao responder cada uma das perguntas da delegada e relatou passa a passo como pegou os filhos no quarto onde estava a esposa e depois os matou. “Ele apenas chora quando se refere à esposa. Quando fala das crianças, ele fica sem reação, conversa normalmente”, revela a delegada.

Também em depoimento, Hugo assumiu ter dado soníferos da esposa às crianças antes de matá-las. “Ele disse que fez isso para que não houvesse nenhuma dor. Depois quis tentar acabar com a própria vida. Essa era a intenção dele.” Quando questionado o que diria à esposa, Hugo disse que não tem condições de pedir perdão para ela, porque reconhece ter cometido um ato imperdoável. Dálice pediu ao Instituto de Criminalística, da Polícia Científica, perícia no celular de Hugo.

O objetivo é comprovar a existência de um vídeo que ele gravou no momento em que dopava e matava os filhos. A delegada disse que, se for confirmado o vídeo, a pena dele pode aumentar. Nesta segunda-feira, dia 3, Dálice pretende ouvir parentes de Juliana. O foco é colher depoimento do irmão dela que teria recebido o vídeo do crime. O plano da delegada é relatar o inquérito para o Ministério Público na terça-feira, dia 4. Depois, ela vai anexar os laudos periciais da necrópsia das crianças e o estudo sobre o conteúdo das mensagens trocadas entre eles. Diário da Região

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