Pai, mãe e filha com Covid-19 morrem à espera de leito no interior de SP

Família estava internada na Santa Casa de Urânia (SP). Hospital afirma que tentou encontrar vaga para os três, mas não conseguiu.

Três pessoas da mesma família morreram à espera de um leito de Unidade de Terapia Intensiva (UTI) para tratamento de Covid-19, em Urânia, no interior de São Paulo.

Teresa Alice Ferreira Ferraz, de 74 anos, procurou a Unidade de Pronto Atendimento (UPA) Jales (SP) na última quinta-feira (4). Ela foi transferida na sexta-feira (6) para a Santa Casa de Urânia, mas não resistiu às complicações e morreu no mesmo dia.

O marido dela, José Martins Ferraz, de 76 anos, foi levado no domingo (7) para a Santa Casa de Urânia, com suspeita de Acidente Vascular Cerebral (AVC). Ele morreu três dias depois de ser internado.

A filha do casal, Márcia Regina Ferraz Bercelli, de 51 anos, deu entrada na Santa Casa de Urânia no mesmo dia em que o pai não resistiu às complicações da Covid-19. Ela foi entubada, mas morreu na quinta-feira (11).

De acordo com a Santa Casa de Urânia, o pedido de transferência dos três familiares foi realizado por meio da Central de Regulação de Ofertas de Serviços de Saúde (Cross). Porém, não havia nenhuma vaga disponível.

Todos os pacientes fizeram testes e apresentaram resultados positivo para o novo coronavírus, incluindo José Ferraz, que chegou ao hospital com suspeita de ter sofrido um Acidente Vascular Cerebral (AVC).

Em nota, a Secretaria de Saúde Estadual informou que a Central de Regulação de Ofertas e Serviços de Saúde (Cross) iniciou imediatamente a busca por vagas para os casos citados pela reportagem, mas os quadros dos pacientes José Martins Ferraz e Márcia Regina Ferraz eram graves, e eles apresentavam históricos de comorbidades, como obesidade, hipertensão e diabetes.

A pasta também alegou que todos estavam assistidos pela Santa Casa de Urania, responsável também pela estabilização para transferência em condições seguras, mas os familiares não responderam aos cuidados e evoluíram negativamente para óbito na unidade de origem.

Sobre o caso de Márcia Regina Ferraz Bercelli, a Secretaria de Saúde Estadual disse que a paciente morreu “devido às complicações relacionadas a um câncer e, infelizmente, não possuía condições clínicas de transferência”.

G1

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