Pai de santo Zé Carabina é condenado a sete anos

O pai-de-santo José Aparecido Francisco, o conhecido Zé Carabina foi condenado agora pouco a cumprir pena de 7 anos e oito meses de reclusão em regime fechado pelos crimes de fraude sexual  artigos 126  -215 e 71.

A sentença foi anunciada pelo presidente do Tribunal do Júri da Comarca de Votuporanga, Drº Jorge Canil, por volta das 17h30, tão logo saiu a decisão do Conselho de Sentença que se reuniu na sala secreta.

Logo após a leitura da sentença, o réu foi algemado pela Polícia Militar e conduzido à Cadeia Pública de Votuporanga, de onde deverá ser transferido nos próximos dias para alguma unidade prisional da região. O representante da Ministério Público, denunciante do réu e responsável pela acusação, foi o promotor de justiça João Alberto Pereira. Já a defesa de Carabina foi representada pelo advogado Jaime Pimentel. A defesa deverá recorrer deste segundo julgamento de Zé Carabina.

O caso

De acordo com o Ministério Público, no primeiro semestre de 2007, provavelmente nos meses de março a abril, em dia e horário não determinados, Carabina, dizendo ser um pai de santo, aproximou-se de duas adolescentes que conversavam em frente à casa de uma delas, no bairro Cecap II. O homem prometeu que poderia fazer “trabalhos espirituais”, que possibilitariam que elas conquistassem os rapazes dos quais gostavam ou que reatassem o namoro que haviam terminado.

Acreditando em tais promessas, as adolescentes passaram a frequentar a residência do pai de santo. Ainda segundo a denúncia, durante as “sessões”, Carabina dizia  ser incorporado por “guias” e dizia que para eles conseguirem o que desejavam, teriam que fazer um trabalho chamado de “cruzado”, que consistia em manterem, através dele, relações sexuais com os tais “guias”.
O réu teria mantido relações sexuais com três menores de idade, sendo que uma delas acabou engravidando. Em junho de 2008, “Zé Carabina” sempre se dizendo pelos “guias espirituais”, teria convencido a jovem a abortar, fazendo com que ela ingerisse dois comprimidos de medicamento abortivo, segundo consta: “Citotec”, assim como, introduziu no órgão genital mais dois comprimidos, o que levou a garota a ser internada na Santa Casa de Votuporanga, onde o aborto foi evitado.
(Fotos: Crédito: Glauce Sereno: Diário de Votuporanga).

0 Comentários

Deixe um Comentário

Login

Bem vindo! Faça login na sua conta

Lembre de mim Perdeu sua senha?

Lost Password