Paciente relata abuso de médico durante consulta ginecológica em Rio Preto

A Secretaria de Saúde de São José do Rio Preto (SP) vai investigar um suposto abuso sexual em uma paciente durante atendimento ginecológico na Unidade Básica de Saúde do bairro Vila Toninho.

A vítima, de 24 anos, relatou em boletim de ocorrência que foi “encoxada” pelo médico enquanto estava deitada na maca para ser examinada.

Em nota, a Secretaria de Saúde disse que o médico, a paciente e a enfermeira que acompanhou a consulta já foram inquiridas na delegacia e a Secretaria de Saúde determinou a instauração de procedimento apuratório.

Um boletim de ocorrência como importunação ofensiva ao pudor foi registrado na Central de Flagrantes na noite desta quarta-feira (9) pela paciente.

Segundo a secretária, ela marcou uma consulta ginecológica há dois meses após sentir dores nas partes íntimas. Na consulta, depois de tirar a roupa no banheiro, a moça sentou na maca e foram feitos exames na bexiga, de mama e papanicolau.

Ao fazer um exame, a moça esbarrou o joelho nas partes íntimas do médico e percebeu que ele estava com o órgão genital ereto. De costas na maca, a mulher relata que sentiu ser “encoxada”. Após isso, a moça foi até o banheiro, se vestiu e foi embora.

No boletim de ocorrência, o médico que fez atendimento negou para a polícia ter tido contato íntimo com a paciente e disse que apenas realizou os exames. Uma enfermeira disse para a polícia que entrou na sala no fim da consulta, viu a vítima sentada na maca e o médico pedindo para ela se vestir.

A enfermeira disse que não percebeu nenhuma atitude diferente do médico ou da paciente, ficando até o fim da consulta sem nada de anormal ter acontecido.

Em nota, a prefeitura disse que “preliminarmente, está confirmado que uma técnica de enfermagem mantinha-se próxima ao médico e à paciente durante o atendimento. Essa técnica de enfermagem testemunhou que mesmo depois de o fato supostamente ter ocorrido, a paciente prosseguiu sob a atenção do médico, conversando com ele sem restrições e tampouco constrangimento aparente”.

Fonte: G1

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