‘Orçamento não vai ser para brigar’ diz treinador

Marcelo Henrique tem postura realista e diz que financeiro deixa CAV em desvantagem com equipes que tem pretensão de subir

O treinador Marcelo Henrique Dias surpreendeu com o realismo em entrevista ontem pela manhã na Rádio Cidade, ao deixar claro ao torcedor algumas dificuldades que o Clube Atlético Votuporanguense terá para atingir o acesso à Série A1 em 2016. O que pesa contra o CAV, segundo o profissional é a desvantagem financeira com outros clubes, mas apesar disso, diz que não vai faltar empenho para repetir o sucesso da equipe de 2015, que subiu em situação semelhante.

Marcelo Henrique foi sabatinado pelos repórteres Flávio Santos, Cláudio Craveiro e Fábio Ferreira no programa “Bola em jogo”, que vai ao ar de segunda a sexta-­feira das 11h30 às 12h. O treinador também ouviu perguntas dos torcedores, entre elas a que questionou se o CAV de 2016 será um time para subir ou para permanecer na Série A2.

De maneira franca, o comandante técnico jogou a real com a torcida. “Quero deixar uma palavra para a diretoria que sempre nos deu um suporte muito grande. O orçamento não vai ser para brigar com as equipes que tem a pretensão de subir. Temos a pretensão te atingir o acesso, mas sabemos que vamos encontrar dificuldades na questão financeira”.

Especula­-se que o Clube Atlético Votuporanguense terá para a montagem do elenco da Série A2 um orçamento de cerca de R$150 mil, o que segundo informações, seria até três vezes menor do que alguns clubes que estão na divisão pretendem gastar. Segundo Marcelo, o primeiro objetivo será consolidar a permanência do CAV na Série A2. “A principio, temos que brigar para nos manter na divisão. Não adianta a gente criar um filme, passar para o torcedor que teremos um super filme. Temos que ser realistas”.

Já que financeiramente a Votuporanguense fica em desvantagem, a estratégia é compensar com inteligência e uma boa pesquisa para contratar certo. A história é mais ou menos a que deu certo na Série A3 desse ano, quando o time entrou com um dos menores orçamentos da divisão, mas conseguiu o acesso e de quebra, foi finalista da competição. “Vamos entrar competitivos assim como foi na A3 desse ano. Não havia um grande orçamento, mas obtivemos resultados”.

Outra desvantagem será a não participação do time na Copa Paulista, devido à falta de um estádio no segundo semestre, mas Marcelo Henrique, em companhia do gerente de futebol Eder Delarice, deve iniciar nos próximos dias uma verdadeira peregrinação por vários campeonatos, à procura de talentos que possam honrar a camisa alvinegra na Série A2. Jociano Garofolo/A Cidade

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