Ônibus apedrejado e violência levam insegurança à rodoviária de Rio Preto

A invasão de um grupo de 400 jovens no fim de semana e o apedrejamento de um ônibus nesta segunda-feira (9) trouxe a insegurança no terminal rodoviário de São José do Rio Preto (SP). Um fiscal de uma empresa do transporte urbano foi agredido no terminal no fim de semana.

O veículo foi apedrejado e os vidros do para-brisa, das portas e também de janelas ficaram quebrados. Não tinha ninguém dentro do veículo no momento e o caso foi registrado na polícia. Pouco antes, dois ônibus da mesma empresa foram parados na base da polícia rodoviária, na BR-153, porque estavam com excesso de passageiros. Os responsáveis terão que pagar multa. A empresa disse que faz a manutenção dos veículos e que comprou mais três ônibus para resolver o problema da superlotação.

Mas comerciantes e passageiros também reclamam da falta de segurança na região da rodoviária. No fim de semana um menor foi morto na saída de baile funk em um clube, que fica perto do terminal.

O medo por causa da falta de segurança dentro e fora do terminal rodoviário é constante entre os usuários. A dona de casa Márcia Fernanda dos Santos é uma das 115 mil pessoas que passam todos os dias pelo terminal de ônibus urbano. Segundo ela, nem sempre há policiamento no local.  “Tem muito pouco policial, só quando acontece alguma coisa que aí aparece alguém, mas é muito perigoso o local”, afirma a dona de casa.

Na entrada da rodoviária, onde circulam cerca de 25 mi l pessoas todos os dias, há um posto policial, mas segundo os passageiros, nem sempre tem policiais. Uma comerciante, que prefere não se identificar, tem uma loja bem em frente ao terminal. Segundo ela, falta policiamento. “Quando eu precisei da polícia, eles vieram sem problema nenhum, mas é preciso ter ostensivamente, durante o dia tem muita movimentação de pessoas estranhas, você fica com medo, mas não pode fazer nada”, diz.

Quem frequenta o terminal ou trabalha no local diz que a situação é ainda pior durante a noite, que impressão que se tem depois das 22h, é de que toda essa área está abandonada. É o que conta outra comerciante, que também prefere não se identificar. Ela tem uma lanchonete dentro do terminal. “Conheço pessoas que já foram assaltadas, mas lá no terminal urbano que aconteceu isso, muitas pessoas que foram assaltadas falam que não se sente seguras”, afirma a comerciante.

A comerciante fala que depois da confusão na madrugada do sábado (7), todos ficaram ainda mais assustados. Um grupo de jovens invadiu o terminal logo depois de um baile funk e um fiscal foi espancado quando tentou chamar a polícia.

As imagens feitas pelas câmeras de segurança de um ônibus mostram os jovens perto do veículo. De repente dois homens tentam agarrar um rapaz, que escapa. Em seguida, uma pessoa é cercada,  há correria e fica difícil ver o momento exato da agressão relatada pelo funcionário.

Para o comando da Polícia Militar o problema não é a falta de policiais. Só neste ano, os policiais prenderam mais de 18 menores na área do terminal por causa de tráfico de drogas e furtos. Outros 13 foram levados para a delegacia por roubo. “A polícia faz a sua parte, mas esses menores voltam rapidamente para as ruas, não ficam presos.  A polícia distribui o patrulhamento de acordo com o número de ocorrências, e o maior número de ocorrência é de dia, e não de noite”, afirma Luiz Vicente, major da Polícia Militar.

Ainda de acordo com o major, a polícia vai enviar todos os registros envolvendo menores infratores  que frequentam o baile funk para as autoridades que sejam tomadas as providências. O Conselho Tutelar de Rio Preto pede mais rigor na liberação do alvará de funcionamento desses bailes, que não são adequados para a idade dos frequentadores.

 

G1

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