O WhatsApp mudou a forma de se comunicar pelo celular

Os sons da moda não são os hits de axé do Carnaval, o último funk ou sertanejo tocados na novela. O que mais se ouve por aí vem de aparelhos celulares. Pode ser uma espécie de assovio, duas batidinhas em um vidro ou até um toque personalizado. Todos esses barulhos têm em comum a origem: são notificações do WhatsApp, aplicativo que tem substituído as mensagens de texto e ligações para celulares.

Já são 450 milhões de usuários e enquanto você lê este texto, milhares de pessoas estão baixando o programa. Outras milhões estão trocando mensagens. E o WhatsApp é eclético. Comporta desde textos sérios, de trabalho, troca de informações importantes, até os mais escrachados vídeos e fotos de humor ou de pornografia. A comunicação pode ser individual ou em grupos. Da segunda forma, todos os membros recebem as mensagens enviadas e podem comentar. A vendedora Beatriz Caroline Roxo Soares, 22 anos, está o tempo todo ligada no aplicativo. Sempre que pode fica com celular nas mãos teclando sem parar.

Usa o WhatsApp há 11 meses e não quer mais saber de mensagens de texto ou ligações. “Não ligo mais para ninguém, porque ninguém mais faz isso. Resolvo tudo por aqui,” afirma. As vantagens financeiras são óbvias. Os custos para download do programa e o compartilhamento de mensagens, seja de texto, voz ou vídeos são baixos comparados aos cobrados pelas operadoras.
As únicas taxas são a anuidade do aplicativo, que é US$ 0,99, e só será paga depois de um ano de uso do programa, e a da conexão com a internet pelo celular. Para utilizar o WhatsApp é preciso ter um celular com sistema operacional dos tipos Android, iOS, Windows Phone, Blackberry ou Symbian. Não é preciso ter crédito para utilização. Basta uma conexão com internet que é possível trocar mensagens com outros aparelhos que também têm o aplicativo. A partir do segundo semestre, o WhatsApp vai contar também com serviço de voz.

Grupos

Não basta conversar individualmente. No WhatsApp é quase uma necessidade participar de grupos de amigos. Cada usuário pode fazer parte de 50 grupos e cada grupo pode ter até 50 membros. As origens deles podem ser diferentes, mas a finalidade costuma ser a mesma: compartilhamento de piadas, fotos, vídeos e brincadeiras entre os participantes.
Alguns conteúdos, porém, não são nada inocentes. É comum a propagação pelo aplicativo de fotos e vídeos íntimos, a maioria sem o consentimento dos envolvidos. Em novembro do ano passado, o Diário listou alguns casos de meninas que foram expostas. A foto que mostrava uma delas foi tirada dentro de uma escola.
Mas os grupos também podem ajudar no trabalho e divulgação das empresas. Assim que abriram a boate The Club, os sócios não hesitaram em utilizar o aplicativo. Criaram quatro grupos, um para os sócios, um para a administração e dois para promover a boate. Alguns clientes recebem a programação e novidades do local. “Economizamos em dinheiro, por diminuir as ligações, e em tempo, porque com os grupos falamos com todos de uma vez só,” disse Cissa Purini, sócia proprietária da boate.

Criador foi rejeitado pelo dono do Face

Na semana passada, a venda do WhatsApp para Mark Zuckerberg, dono do Facebook, foi a principal notícia do mundo tecnológico. O aplicativo custou U$S 16 bilhões aos cofres de Zuckerberg, mas poderia ter saído por muito menos, já que um dos criadores, Brian Acton, quase foi contratado pelo Facebook.
Em 2009, Acton postou em sua página pessoal no Twitter que havia sido rejeitado para uma vaga no Facebook, mas que estava ansioso para a próxima aventura. No mesmo ano, o aplicativo foi criado. Desde então, o crescimento do programa chamou a atenção de grupos maiores. O Google chegou a fazer uma proposta de U$S 10 bilhões, que foi recusada.
Nos primeiros quatro anos de existência, a expansão do WhatsApp é superior a do próprio Facebook. Enquanto a rede social de Zuckerberg atingia 145 milhões de usuários nos primeiros anos de vida, o aplicativo já reúne 450 milhões. E eles já começaram a chiar. No último sábado, dias após a venda, o aplicativo ficou fora do ar por algumas horas e gerou comentários, muitos deles irônicos.
No twitter, a frase “Mark devolve o WhatsApp” ficou entre as mais publicadas. O próprio Facebook foi uma das plataformas utilizadas para que os usuários demonstrassem o descontentamento. Especula-se que modificações no aplicativo sejam as causas da paralisação, o que a empresa nega. Foto – Sergio Isso (Diarioweb)

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