O Tinder vai te dar uma forcinha no Carnaval

Nesse Carnaval, não é preciso treinar cantadas ou formas de iniciar uma conversa com um (a) pretendente. A tecnologia pode dar uma mãozinha. Existem aplicativos para celulares que facilitam a aproximação e, o melhor, evitam os temidos “foras” ou “tocos”. E eles já são bem populares no Brasil, inclusive em Rio Preto. Nada substitui a conversa frente a frente, claro. Mas a proposta desses programas de paquera vai muito além do “estou disponível” ou “à procura de alguém”. A mensagem é mais direta e, se existe interesse mútuo, as duas pessoas recebem mensagens de aviso. A conversa é iniciada de forma mais fácil. São usados principalmente para curtição, mas os romances podem evoluir.

A consultora jurídica Clissia Tokoi, 30 anos, não espera encontrar o príncipe encantado por meio dos aplicativos. Mas não duvida que isso possa acontecer. Tem exemplos que comprovam a possibilidade. Duas amigas, ambas de São Paulo, arrumaram namorado depois de utilizar o Tinder, um dos programas com a finalidade de formar casais. Depois de conhecer o programa, Clissia teve certo receio de experimentar. Vencida pela curiosidade, passou a visualizar alguns perfis e entre uma foto ou outra curtida, já conversou com alguns rapazes e até marcou encontros. Agora, está conhecendo melhor um dos pretendentes. “Vale a pena tentar, porque acaba facilitando a aproximação, principalmente para quem é mais tímido,” afirma.
O Tinder é o mais utilizado entre os brasileiros. O número de downloads já supera os 2 milhões. O Brasil está entre os cinco países que mais usam o aplicativo. Em breve, deve assumir a segunda posição. Funciona integrado ao Facebook, mas nenhuma interação no programa é revelada na rede social. O funcionamento é simples. Baseia-se na localização dos usuários. Assim que é iniciado, o aplicativo mostra o perfil de quem está no raio de distância escolhido por você e também possui o aplicativo. Ao entrar em algum perfil, o usuário tem duas opções: um X, que significa o descarte da pessoa, ou um coração, que demonstra interesse.

Quando há interesse mútuo, chamado de “match” pelo aplicativo, a função de bate-papo é iniciada automaticamente. A partir daí, é possível se conhecer melhor e até marcar um encontro. Coisa que o auxiliar de escrita fiscal Everton Souza, 26 anos, já fez algumas vezes. “Comecei a usar há três semanas, porque fiquei solteiro e queria conhecer gente nova.”
Está satisfeito com os resultados obtidos até agora. Além dos encontros, diz que conversou com bastante gente, inclusive de cidades da região. “Recomendo muito o aplicativo. Facilita, pois você só conversa com a mulher se ela curtir a sua foto. Então, já fica mais fácil.” Como o julgamento é estritamente pela aparência, o jeito é caprichar nas fotos. Mas conseguir “matches” não significa garantia de bons encontros. Podem ocorrer diferenças. Everton já passou por isso. “Não foi uma decepção. Mas aconteceu de a pessoa mostrar fotos antigas e pessoalmente ter uns quilinhos a mais.”

Aplicativos para todos os públicos

O sucesso recente do Tinder foi precedido por aplicativos parecidos, mas com funções diferentes. O precursor é um programa para facilitar encontros voltado ao público gay, o Grindr. Já o Down e o Pegava Fácil são aplicativos cujo objetivo é o sexo casual. A lógica de todos eles é a mesma, a localização e o interesse mútuo. O Grindr foi criado em 2009 pelo israelense Joel Simkhai. A intenção era facilitar a aproximação. “Você olha para alguém e deduz se é gay ou não, mas nunca tem certeza. Procurei uma solução para saber quem era semelhante a mim ao meu redor, utilizando o celular,” justifica. A revelação do interesse se dá apenas quando ele parte dos dois lados.
A mesma situação ocorre no Down e no Pegava Fácil. Depois de iniciar o programa, o usuário pode escolher com qual dos amigos (as) do Facebook faria sexo. Se o interesse for recíproco, os dois são notificados. Devido à repercussão, o Down, que foi criado como Bang with Friends, teve de mudar o nome já que uma outra empresa era detentora do termo “with friends”. A empresa agora tenta também adicionar novas características ao aplicativo para que ele deixe de ser estritamente sexual. São três funções no programa: skip (que indica o não interesse), get down (interesse sexual) e get date (intenção em marcar um encontro). Bruno Ferro/Diarioweb

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