“O Hobbit” chega com força total nos cinemas rio-pretenses

Com a aproximação das férias escolares, os cinemas de Rio Preto polarizam as atenções em um dos blockbusters mais esperados do ano: “O Hobbit: A Desolação de Smaug” (The Hobbit: The Desolation of Smaug). O longa, que estreia nesta sexta-feira, 13, em todo o Brasil, ocupa dez das 17 salas do circuito local – o que demonstra uma forte aposta em bilheterias polpudas para as próximas semanas.

Não é para menos. Somente “O Hobbit: Uma Jornada Inesperada”, que iniciou a franquia no ano passado, faturou cerca de 1 bilhão de dólares pelo mundo. Mais uma vez, o universo de J. R. R. Tolkien é revisto por Peter Jackson. E mais uma vez, Jackson abusa dos efeitos especiais e da duração: são duas horas e 40 minutos.

Se os números assustam, vale dizer que a trama atual é bem mais ágil e uniforme do que o lentíssimo primeiro filme, embora insista em alguns trechos desnecessários.A jornalista rio-pretense Daiane Oliveira, 25 anos, que acompanha essas adaptações cinematográficas desde 2000, é favorável às sequências extensas. “Jackson traz personagens de outros livros, que criam um contexto para quem nunca leu a obra de Tolkien”, opina.

O filme retoma a aventura de um grupo de 13 anões, que está disposto a recuperar o reino de Erebor com a ajuda do hobbit Bilbo Bolseiro (Martin Freeman) e do mago Gandalf (Ian McKellen). Eles têm a missão de chegar à Montanha Solitária para lutar contra Smaug e recuperar um tesouro valioso da família de Thorin Escudo de Carvalho (Richard Armitage).

Antes de mergulhar em batalhas contra aranhas gigantes e orcs, porém, os espectadores devem assistir a um prólogo, com a famosa ponta de Jackson. Neste prólogo, Thorin e Gandalf bolam um plano para destruir o dragão do subtítulo, interpretado por Benedict Cumberbatch, por meio da técnica de captura de movimentos.
O vilão virtual entra em cena somente nos 40 minutos finais, mas não decepciona. O encontro entre Bilbo e Smaug é o ponto alto, assim como foram as cenas entre o protagonista e Gollum na produção anterior.
Outro atrativo é a aparição de atores egressos de “O Senhor dos Anéis”, como Cate Blanchett (Galadriel), Hugo Weaving (Elrond), Elijah Wood (Frodo) e Andy Serkis (Sméagol/Gollum).

Destaque para o retorno de Orlando Bloom no papel de Legolas. O personagem disputará o coração da elfa Tauriel (Evangeline Lilly) com o anão Kili (Aidan Turner). Detalhe: o triângulo amoroso não aparecia no romance original.No entanto, a fórmula não é a mesma da trilogia anterior. Por mais que a jornada de Frodo começasse em “A Sociedade do Anel” e acabasse em “O Retorno do Rei”, as produções tinham desfechos bem delimitados entre si.

Aqui não. Novamente, a narrativa de “O Hobbit” termina de uma hora para outra, durante um momento épico, deixando o público na expectativa pelo que está por vir. O clímax é quebrado quando Bilbo anuncia o erro que ele e os anões cometeram, sem que as consequências sejam exploradas de imediato.

A intenção é que o conteúdo empolgue a fim de atrair os fãs para o capítulo final da franquia – “O Hobbit: Lá e de Volta Outra Vez”, que deve chegar às telonas apenas em 19 de dezembro de 2014. Mas talvez nem fosse preciso recorrer a esse tipo de estratégia.

“Já sei que não vou ver o ápice, mas gosto de acompanhar as continuações. Pena que a maioria das sessões serão dubladas”, admite o analista de sistemas Felipe Zini, 26 anos, também da cidade.Para quem leu o livro, os rumos dos personagens da Terra Média não são nenhuma novidade. Resta saber se as cifras também serão óbvias. E que venham os baldes de pipoca.

 

Daniela Fenti – Diário da Região

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