O bicho tá pegando no Bosque de Rio Preto

O caminho de terra entre o portão principal e as jaulas dos animais está tomado por árvores caídas. O recinto dos jacarés está devastado e a área dos patos, destruída. Um mês após o Bosque Municipal de Rio Preto ser interditado, o rastro de destruição deixado por um vendaval ainda é visível. Não existe previsão para o término dos reparos e a reabertura ao público.

Os estragos vão além do que foi anunciado pela Prefeitura. Os alambrados caídos que cercavam a área eram apenas uma amostra da destruição que o vendaval causou. Dentro do Bosque, os danos foram maiores. Uma árvore de cerca de 30 metros caiu e devastou o recinto onde ficavam dez patos selvagens e uma tartaruga-da-amazônia, ao lado da jaula dos felinos.

Os animais não foram atingidos nem fugiram. Porém, tiveram de ser removidos para outra jaula. O mesmo aconteceu com dez jacarés. Os répteis foram levados para o recinto lateral, depois que três árvores caíram e derrubaram o alambrado, além de poste de iluminação. Na queda, uma das árvores esmagou e matou um jacaré.

O vendaval que atingiu Rio Preto no dia 18 de dezembro também comprometeu a área dos hipopótamos. Uma cerca foi parcialmente destruída, mas já foi consertada e não chegou a oferecer risco de fuga dos animais. Outro local danificado foi o museu que guarda um pouco da história do zoológico e mantém diversas espécies de animais empalhados.

A tempestade arrancou pelo menos 20 árvores. Outras dezenas acabaram comprometidas e ainda ameaçam a segurança dos pedestres. Mesmo sem chuva e vento, os funcionários têm registrado novas quedas. “Ainda não está seguro para visitantes e temos de realizar todo o trabalho de limpeza. Não tem como dar previsão”, afirmou Aparecido Angelo dos Santos, secretário interino de Meio Ambiente.

Santos esteve com uma equipe da secretaria no Bosque Municipal, na tarde desta segunda-feira, dia 18, para acompanhar o andamento da recuperação.

Apesar de duas máquinas e diversos funcionários trabalhando, os reparos seguem a passos lentos. Isso porque o local é de difícil acesso para máquinas, e a Secretaria tenta preservar as espécies que não foram atingidas. “Algumas árvores só têm aqui, em Rio Preto. É um trabalho delicado, por isso um pouco mais demorado. Não podemos simplesmente passar a máquina em qualquer lugar”, disse Oton Arruda, agrônomo da secretaria de Meio Ambiente.

Enquanto o bosque permanece interditado, os portões fechados frustram dezenas de pessoas diariamente. A dona de casa Lourdes Rosa Souza, 37 anos, veio da Bahia para visitar a irmã em Rio Preto e aproveitou para levar os filhos Bianca, 10 anos, e Rafael, 15 anos, para passear num zoológico pela primeira vez. “Queriam conhecer os felinos, mas não foi dessa vez” disse. “Queria ver o leão, nunca vi”, lamentou Bianca. Elton Rodrigues/Diário da Região

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