Número de queimadas é três vezes maior neste ano no noroeste paulista

Janeiro já registrou 263 queimadas, número 3 vezes maior do que 2013. Falta de chuva e altas temperaturas têm piorado a situação na região.

Apesar de ter chovido nos últimos dias na região noroeste paulista, as consequências da estiagem que atingiu todo o estado ainda são graves. A quantidade de incêndios preocupa, já que o número de registros bateu recorde para um mês de verão.

De acordo com o Corpo de Bombeiros, só em janeiro foram 263 registros de incêndios no noroeste paulista. O número é três vezes maior que o registrado no mesmo período do ano passado.

Os principais focos de incêndio são nos depósitos de galhos e entulho, que acaba representando risco à saúde, transtorno para quem mora por perto e muito trabalho para as equipes de combate. “Os principais fatores para o incêndio são as estiagens, altas temperaturas, ação dos ventos e também do homem”, afirma o tenente do Corpo de Bombeiros Ourival Santana Júnior.

Segundo os bombeiros, na maioria das vezes, os incêndios são provocados por pessoas que colocam fogo em folhas ou galhos, para se desfazer da sujeira. Em São José do Rio Preto, uma lei municipal diz que quem é flagrado fazendo isso pode pagar multa de até dois salários mínimos.

Em uma área na zona sul de Rio Preto, praticamente toda pastagem foi consumida pelo fogo. As árvores que tinham sido plantadas há pouco tempo também foram castigadas pelas chamas, ficaram completamente secas.

Em pleno verão, não choveu durante 25 dias em Rio Preto. Nos dias mais secos, a umidade relativa do ar chega a ficar abaixo dos 30%, estado de alerta, quando o ideal são os índices acima de 60% e a temperatura está cada vez mais alta. “A falta de chuva vem acumulando desde dezembro do ano passado, em janeiro a chuva foi pequena e em fevereiro também, então isso prejudica também a qualidade do ar”, diz o engenheiro agrônomo Roberto Albuquerque.

Em Rio Preto, quem flagrar alguém colocando fogo em lixo ou mato pode fazer uma denúncia à Secretaria de Meio Ambiente, responsável por fiscalizar e aplicar as multas. O telefone é o (17) 3202-4010. Nas outras cidades, a denúncia pode ser feita para o Corpo de Bombeiros, pelo 193. Foto: Reprodução/TV Tem. (Fonte: g1.globo.com)

 

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