Novo panorama dos shoppings em Rio Preto

Em menos de uma década, a indústria de shoppings centers em Rio Preto passou por uma verdadeira transformação. Desde ontem, a cidade passou a ter cinco centros de compra, dos quais três foram inaugurados nos últimos sete anos. E não é só isso, os empreendimentos têm projetos de expansão da área física, de atração de novas marcas e, mais do que isso, veem pela frente o desafio de enfrentar a concorrência, se qualificar e conseguir fidelizar os clientes.

Para a maior parte dos representantes dos shoppings, sim, a cidade tem espaço para todos e potencial de consumo suficiente para dar conta da oferta disponível. O temor da bolha pelo excesso desse tipo de espaço, que vivem outros municípios paulistas, não é vislumbrado pela maioria. Ao todo, são 800 lojas distribuídas no Cidade Norte, Iguatemi Rio Preto, Plaza Avenida Shopping, Praça Shopping e Riopreto Shopping. E um contingente de 10,5 mil trabalhadores. A indústria de shoppings é relativamente recente, 25 anos, e teve como precursora o Riopreto Shopping, que registra o gigantesco movimento de cerca de 1 milhão de consumidores por mês. O Praça, encravado no centro da cidade, há 16 anos preserva a característica histórica e cultural do prédio e se coloca como um espaço para atender ao consumidor de passagem.

Sete anos atrás, de fato, é que o segmento passou a se movimentar, com a inauguração do Plaza, que veio para aumentar a concorrência e tem como ponto forte o setor de serviços. Há dois anos, o Cidade Norte chegou para atender à demanda do morador da região norte. Agora, é a vinda de marcas internacionais que mexe com o imaginário dos consumidores do Iguatemi. E, num cenário de cinco shoppings, quem mais ganha é o consumidor de Rio Preto e região, que tem uma gama maior de marcas e pode escolher entre quem oferece o melhor serviço e qualidade do produto, além do preço. Para os lojistas que souberem aproveitar o momento a possibilidade é de profissionalização e de uma competição de nível elevado.

Consumo e concorrência

Para o diretor superintendente do Praça Shopping, Marcos Fernandes, a cidade e região têm potencial de consumo e capacidade para receber diversas marcas que ainda não estão nas vitrines e, quem está no mercado vai precisar se remodelar para enfrentar a concorrência. “Passamos a ter um nível de competição mais desafiador, que acaba trazendo mais profissionalização para o setor. O momento é positivo.”

O interesse dos shoppings ultrapassa as fronteiras geográficas de Rio Preto e chega a uma população estimada em um milhão de habitantes, considerando as cidades da região. É justamente essa abrangência de consumidores que ameniza o temor de uma bolha. “Sempre queremos que a indústria cresça, para poder trazer mais gente e fortalecer o turismo de compras. Além disso, todos se mexem para oferecer shoppings de mais qualidade”, afirma o gerente geral do Plaza Avenida, Carlos Madureira.

O gerente de comunicação do Shopping Cidade Norte, Allexandre Silva, vê um cenário promissor e a existência de consumidores para absorver a oferta, já que é possível atender, inclusive, compradores de outros estados. “A concorrência é ingrediente essencial para todo e qualquer tipo de administração, visto que tira a todos da zona de conforto, modela e remodela ações e dita novos comportamentos”, afirma.

O diretor regional de operações do Iguatemi Rio Preto, Fernando Simões, diz que o mercado local foi bastante estudado e está alinhado ao crescimento econômico que se observa no País. “O empreendimento foi bem dimensionado, ancorado e o mercado de Rio Preto é bastante robusto”, diz. Segundo ele, ter marcas de peso como Renner e C&A, por exemplo, além das novidades, torna o mix bastante abrangente. “É um shopping democrático. Não vemos classes econômicas, mas os estilos dos públicos”.

A análise do Riopreto Shopping é mais cautelosa. Segundo a gerente comercial Rosana Polachini o Brasil vive um momento em que vários shoppings que foram recentemente lançados ou inaugurados enfrentam dificuldade nas locações, no período de maturação e na captação de clientes. “Isso devido ao momento econômico que o Brasil está vivendo, em que existe uma grande bolha no setor de empreendimentos comerciais, galpões comerciais e shoppings centers. A economia passa por momento de cautela.”

Cidade Norte muda região e registra alta nas vendas 

Com apenas dois anos de existência, o Shopping Cidade Norte foi instalado numa região de Rio Preto até então sem atrativos econômicos. De lá pra cá, segundo o gerente de Comunicação, Allexandre Silva, o centro empresarial teve um crescimento em vendas de 50% ao ano, perspectiva que deve se repetir pelo menos pelos próximos quatro anos. O enterno do empreendimento também ganhou. “O shopping atingiu sua maturação antes mesmo do prazo previsto de três anos, comum para a maioria dos shoppings”, afirmou. O Shopping Cidade Norte tem, entre seus diferenciais, um campus universitário e uma loja de moda evangélica. Agora, novos restaurantes estão em negociação e, ainda no primeiro semestre será inaugurado uma unidade do Burger King. “Começaremos em breve a construção de um centro médico e de diagnóstico e de uma unidade da Academia Brasil Fitness.” Diarioweb

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