Novo comandante tira PM do gabinete para atuar na rua

O comandante do CPI-5 (Comando de Policiamento do Interior), Rogério de Oliveira Xavier, anunciou ontem que, a partir de segunda-feira, cerca de 100 PMs que atuam no setor administrativo do 17º Batalhão vão trabalhar também nas atividades de rua. Xavier, que assumiu o cargo dia 14, em substituição ao coronel Azor Lopes da Silva Júnior, revelou esta e outras medidas ontem, na primeira vez em que falou como novo gestor regional da PM.

 

Xavier explicou que os policiais que trabalham nos serviços internos vão dedicar duas horas (no começo ou no fim do expediente) para trabalho nas ruas – estarão presentes nas principais avenidas de Rio Preto, em horários de maior fluxo de pessoas e de trânsito – uma turma, das 7h às 9h; outra turma, das 17h às 19h. 
“Buscamos empregá-los nesta atividade mista em horários específicos, quando boa parte da população se dirige o trabalho ou deixa os filhos na escola. Esse projeto será avaliado ao longo do tempo. Vamos ver o fôlego que nós temos para até aumentar esse número ou reavaliar essa situação “, disse o coronel. Outra medida anunciada por Xavier será o reforço de 140 novos policiais em fase de formação que vão atuar nas ruas sob supervisão, nas principais cidades da região – Rio Preto, Catanduva, Votuporanga, Fernandópolis e Mirassol. O efetivo total na região do CPI-5 (96 municípios, onde moram 1,4 milhão de habitantes) conta com 2,2 mil policiais, 600 deles em Rio Preto.

Paralelamente a essas iniciativas, o novo comandante da PM informou que vai extinguir o programa de Mediação Comunitária, conhecido como “Disque-Bafão”, que tem a missão de fazer conciliação em casos de desentendimentos familiares e de vizinhos, perturbação do sossego e acidentes de trânsito sem vítima, entre outros. Os policiais militares que atuavam nesse projeto serão empregados na atividade de policiamento ostensivo. “Importa consignar que, o constante e efetivo contato dos policiais militares na região com o público no momento dos eventuais conflitos já se consubstancia numa atividade de mediação”, explicou o comandante.

Não há uma data para o fim da mediação comunitária. “O programa vai minguando aos poucos, mesmo porque existia um trabalho de compromisso com a comunidade. Temos outras frentes de trabalho, é uma nova gestão.” As novas políticas institucionais de segurança contam também com a implantação da chamada “política dos 4 I’s” (integração, inteligência policial, intensificação do policiamento ostensivo e inovação).

“A integração envolve uma fase de aproximação com a Polícia Civil, com a Guarda Municipal e o Ministério Público. A guarda lutou por mais de uma década para assegurar o poder de polícia. Então nada mais justo do que gente trazer também a guarda para somar esforços, o mesmo vale para a Polícia Civil. É preciso aperfeiçoar esse sistema com a integração desses órgãos policiais para que a gente possa conseguir melhores resultados”, afirmou.

Tatiana Pires diárioweb.com

 

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