qua, 12 de agosto de 2026

Novo alerta global: El Niño se intensifica e tem 81% de chance de atingir força histórica até o fim do ano

O fenômeno climático El Niño ganhou força nos últimos meses e tem 81% de chance de atingir a categoria de “muito forte” entre outubro e dezembro deste ano, segundo um relatório divulgado pela Administração Nacional Oceânica e Atmosférica (NOAA), a agência de previsão climática dos Estados Unidos e uma das principais referências científicas do mundo. Os cientistas alertam que, caso essa previsão se confirme nos próximos meses, o planeta poderá enfrentar o maior El Niño registrado desde 1950, ano em que as medições oficiais começaram a ser realizadas.

Embora os meteorologistas já esperassem que o fenômeno se intensificasse ao longo de 2026, a intensidade projetada surpreendeu os especialistas, tornando este novo boletim um sinal de alerta importante para governos do mundo todo. Além disso, os dados apontam que há 97% de chance de que esse El Niño fortalecido continue ditando o ritmo do clima global até o período entre março e junho de 2027, época que corresponde ao outono no Hemisfério Sul. Essa força atual é resultado de uma forte elevação na temperatura do Oceano Pacífico central e leste, que registrou uma alta superior a 1ºC na superfície das águas.

O El Niño é um fenômeno natural que acontece quando as águas do Pacífico equatorial ficam mais quentes do que a média. Esse aquecimento mexe diretamente com a circulação dos ventos e altera o regime de chuvas em diversos continentes. No Brasil, por exemplo, ele costuma provocar secas severas no Norte e Nordeste e temporais volumosos na Região Sul.

Apesar dos dados impressionantes, a NOAA fez questão de esclarecer que um El Niño classificado como “muito forte” não se traduz automaticamente em desastres naturais imediatos em todos os cantos da Terra. O que a classificação indica, na verdade, é que a atmosfera global fica muito mais instável, elevando consideravelmente a probabilidade de ocorrência de tempestades severas, secas prolongadas e ondas de calor extremo em diferentes regiões do planeta nos próximos meses.

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