Novo acesso na linha do trem está em fase de licitação

Trecho teria início na Rua Dr. Orlando Van Ervem Filho; obra contempla pavimentação de resíduo asfáltico e iluminação

O projeto para um novo acesso à colônia da Fepasa, com pavimentação de resíduo asfáltico e iluminação, está em fase de licitação. A informação foi passada ontem, por meio de nota, pela Prefeitura de Votuporanga.
A responsável pela elaboração do documento é a Secretaria de Desenvolvimento Urbano, de acordo com todos os trâmites legais. O trecho teria início na Rua Dr. Orlando Van Ervem Filho.
A colônia Fepasa conta atualmente com 42 casas e aproximadamente 150 moradores. A população reclama da situação que na qual o local se encontra. Um abaixo assinado já reúne aproximadamente 200 assinaturas cobrando providências.
A maior reivindicação é acerca do acesso ao bairro: o principal, atrás do almoxarifado municipal, está bloqueado, impossibilitando o trânsito de veículo. A Cube FM foi ao local, conferir como anda a situação.
De acordo com o repórter Rafael Cunha, “depois de anos, uma liminar judicial entendeu que aquele trecho oferece perigo aos moradores, devido às movimentações da ferrovia. Esse bloqueio, atrasou e muito, a vida dos moradores que ali residem”.
Há outros dois acessos à colônia. Um fica na estrada municipal que liga a zona rural e popular colônia do Cruzeiro. Segundo populares, quando o trem está parado na estação, bloqueia a passagem do cruzamento, impedindo que pessoas entrem ou saiam daquele setor.
“Só há uma via de ligação às casas e essa rua é estreita e não comporta dois veículos ao mesmo tempo. Enfim, congestionamento e muita dor de cabeça para os moradores.
Por muito tempo, quando isso acontecia, sistematicamente o vagão que bloqueava a passagem era desengatado e o cruzamento liberado para os veículos”, lembra Rafael.
Porém, moradores afirmam que, na atual gestão municipal, isso não acontece há bastante tempo. No final de 2015, a passagem chegou a ficar até quatro dias bloqueada, segundo eles.
O outro acesso pelos bairros Matarazzo, Sonho Meu e Estação. “Esse é o pior deles. Além do trecho ser de terra, não há iluminação. À noite fica impossível o trânsito no local, facilitando a ocorrência de acidentes”.

Lixo 
O acúmulo de lixo no local também é uma reclamação constante da população. Sobre o descarte irregular, a Secretaria da Cidade informa que fiscalizações acontecem diariamente, porém a equipe não presenciou nenhum flagrante. Agentes trabalham no patrulhamento do local e, enquanto estão nas proximidades, nenhum ato foi constatado.
Os moradores podem denunciar o descarte irregular pelo telefone: 3423-1732. Vale ressaltar que a Secretaria de Obras retira os entulhos periodicamente e solicita o apoio da população quanto ao uso do Ecotudo.

Aedes Aegypti
Os moradores também reclamam dos vagões ociosos, que servem como criadouros do mosquito aedes aegypti, transmissor da dengue, zika e chikungunya.
Com relação à água parada, o Setor de Controle de Endemias e Zoonoses (Secez) recebeu notificações nos dias 21 de janeiro e 16 de fevereiro. “Nas duas ocasiões, agentes vistoriaram casas, acesso a colônia, vagões – que estavam furados, dormentes e não foi constatada nenhuma irregularidade. O monitoramento é realizado constantemente e o Setor pede apoio da população para o descarte regular, evitando a proliferação do Aedes aegypti”, informa a Prefeitura.

Transposição
Em novembro de 2013, a Prefeitura de Votuporanga informou por meio de nota que o projeto para transposição da linha férrea já estava pronto e a obra era orçada em cerca de R$ 5,5 milhões.
“Por se tratar de uma área ferroviária, apenas o DNIT pode elaborar o projeto e executar a obra. Portanto, para tentar agilizar o processo, o prefeito Junior Marão já conquistou R$ 1 milhão para execução da obra, por intermédio do deputado federal João Dado, que garantiu rubrica no orçamento de 2014, e agora aguarda posicionamento do Ministério dos Transportes para complementar o recurso”, afirma a nota, à época.
Entretanto, mais de dois anos depois, a administração informa que a respeito da transposição da linha férrea, dois projetos foram finalizados. “Um avaliado em mais de R$ 5 milhões que abrange o prolongamento da Avenida República do Líbano e Estrada Fábio Cavallari. Outro orçado em R$ 2 milhões, que é o viaduto no cruzamento da Estrada do 27 com a ferrovia, próximo ao terminal da Noble”.
Também em nota oficial, o DNIT previa a conclusão do projeto executivo para transposição da linha férrea de Votuporanga para janeiro/2014. Para a execução da obra o Governo Federal destinaria recursos no Orçamento Geral da União. Entretanto, na prática, até agora nada foi feito. Fernanda Ribeiro Ishikawa/Diário de Votuporanga

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