‘Negligentes’, diz tio de uberlandense que morreu por suspeita de overdose

Jovem participava de festival em SP; Polícia Civil apura causas da morte. G1 aguarda retorno da organização, que segundo tio, demorou no socorro.

“Não descartamos que ele possa ter usado drogas, mas nada justifica a demora no socorro do meu sobrinho. Foram negligentes”, disse o tio de Lucas Faria de Castro Gusmões que foi enterrado nesta quinta-feira (17) em Uberlândia. O jovem de 20 anos morreu em Santa Fé do Sul (SP) na terça-feira (15) após participar de um festival open bar de música eletrônica. A Polícia Civil apura que a causa da morte seja overdose.

O tio da vítima, Paulo César Alves da Rocha, afirma que vai processar a organização do evento por negligência no socorro do jovem.

“Ele foi passear com o primo e amigos neste evento que dura três dias em um rancho. Na segunda-feira (14), ele saiu do acampamento com um pessoal que conheceu no festival e no outro dia o primo dele o localizou perto de uma barraca agindo de forma estranha, andando como um zumbi. O Lucas se aproximou de um rio que tinha perto deste acampamento e ficou na água por um tempão. Os bombeiros civis que faziam a segurança do evento demoraram muito para socorre-lo e acreditamos que isso foi determinante para a morte dele”, desabafou o tio de Lucas, que é vereador eleito em Uberlândia.

A reportagem tentou contato com a organização do Festival Atlântida, porém as ligações não foram atendidas e os e-mails não tiveram resposta até o fechamento desta matéria.

O Corpo de Bombeiros Militar não atendeu a ocorrência. Segundo informações da UPA de Santa Fé do Sul, Lucas foi deixado na unidade por pessoas desconhecidas. Na terça-feira (15), devido a gravidade do estado de saúde, ele foi levado para o Hospital de Base, de São José do Rio Preto (SP), mas não resistiu.

De acordo com o boletim de ocorrência, ele foi levado para a UPA na segunda-feira (14) e, no mesmo dia, transferido para a Santa Casa da cidade. O corpo do jovem foi levado para o Instituto Médico Legal (IML). A família diz que a causa da morte foi afogamento, mas não descarta a hipótese de Lucas ter usado drogas.

“Ele era jovem, tinha o dinheiro dele e não descartamos que ele possa ter usado algum entorpecente. No entanto, ele demorou tanto para ser socorrido, teve que viajar para conseguir ser atendido. Nunca achamos que vai acontecer com a família da gente, então fica aí um alerta para os jovens pensarem antes de usar droga. Estamos todos abalados e não queremos que aconteça com filho ou sobrinho de ninguém”, finalizou Paulo.

O G1 tentou contato com a Polícia Civil em São Paulo para saber mais detalhes sobre a investigação, porém as ligações não foram atendidas. G1

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