“Não Vou Pagar o Pato”: campanha chega em Votuporanga

Neste sábado (17), será lançada oficialmente em Votuporanga a Campanha “Não Vou Pagar o Pato”, liderada pela FIESP/CIESP. A manifestação ocorrerá na Concha Acústica Prof. Geraldo Alves Machado, em Votuporanga, a partir das 10h.

 

Estão previstos pronunciamentos de lideranças da sociedade, políticos e empresários. Durante o protesto, haverá a coleta de assinaturas em apoio ao manifesto.
Segundo um dos articuladores da campanha na cidade, Ricardo Zacarelli, a temida volta da Contribuição Provisória Sobre Movimentação Financeira afetaria duramente a indústria, o comércio, o setor de serviços e os pequenos empreendedores.
“Aumentar ainda mais os impostos e trazer de volta a CPMF vai forçar as empresas a fecharem um grande número de vagas de empregos. Com o desemprego em alta, as famílias são as que mais sofrem e são obrigadas a reduzir o consumo. Com isso, o faturamento das empresas cai, as demissões aumentam ainda mais e o governo arrecada menos impostos. Um círculo vicioso que só agrava o problema”, explana o representante da FIESP na região e diretor da Secretaria Municipal de Desenvolvimento Econômico de Votuporanga.
Segundo ele, toda vez que precisa cobrir seus gastos, ao invés de cortar despesas, o governo acha mais fácil passar a conta adiante. “Advinha para quem sobra? Isso mesmo: para as empresas e trabalhadores, que já vêm sofrendo com o aumento da inflação, dos juros, da taxa de câmbio e das tarifas de energia”.
Zacarelli aproveita para convidar a população para o manifesto. “Das duas uma: você fica reclamando do governo, pensando ‘a vida é assim mesmo’, ou faz alguma coisa a respeito”.
A AIRVO – Associação das Indústrias da Região de Votuporanga e a Associação Comercial foram convidadas a participar do ato.

Repúdio
O movimento partiu de uma iniciativa da Fiesp (Federação das Indústrias do Estado de São Paulo) e o Ciesp (Centro das Indústrias paulistas), instituições presididas pelo empresário Paulo Skaf.
A ação busca apoio da população através da coleta de assinaturas em repúdio ao aumento de tributos e ao retorno da CPMF, pretendidos pelo governo federal dentro do programa de ajuste fiscal.
O documento, denominado “Não vou pagar o pato” elaborado pela FIESP/CIESP está assim expressado:
“Você já viu este filme:
Toda vez que precisa cobrir seus gastos, em vez de cortar despesas, o governo acha mais fácil passar a conta adiante. Advinha para quem sobra? Isso mesmo: para as empresas e trabalhadores, que já vêm sofrendo com o aumento da inflação, dos juros, da taxa de câmbio e das tarifas de energia.
Aumentar ainda mais os impostos e trazer de volta a CPMF vai forçar as empresas a fecharem um grande número de vagas de empregos. Afetará duramente a indústria, o comércio, o setor de serviços e os pequenos empreendedores. Com o desemprego em alta, as famílias são as que mais sofrem e são obrigadas a reduzir o consumo. Com isso, o faturamento das empresas cai, as demissões aumentam ainda mais e o governo arrecada menos impostos. Um círculo vicioso que só agrava o problema.
Das duas uma: você fica reclamando do governo, pensando “a vida é assim mesmo”, ou faz alguma coisa a respeito. Se você escolheu a segunda opção, assine o manifesto Não Vou Pagar o Pato e faça a sua indignação chegar a Brasília”.

Diário de Votuporanga

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