Não usar o taxímetro é comum em Votuporanga

Profissionais admitem para o A Cidade que negociam as corridas com os usuários, mas quando é exigido, ligam o aparelho

Por amizade com o cliente, por um preço melhor ou até mesmo por combinar com o passageiro, não usar o taxímetro é comum em Votupo-ranga e isso, os próprios profissionais admitem. A questão divide opinião na própria categoria, que ainda não se familiarizou com o aparelho, usado desde julho do ano passado na cidade.

O taxista Ozair Maurício de Souza disse que é comum os profissionais combinarem o preço antes com o passageiro e não usar o dispositivo que controla o valor da corrida. “Porém, se a pessoa exige, ele é utilizado sim, porque é uma lei federal e temos que cumprir”.
Para Hubens Lopes, se não tivesse o taxímetro seria melhor. “O valor da bandeira é baixo. Em Rio Preto, a saída custa R$7. Se o preço fosse melhor, ninguém precisava se preocupar”, falou.
Já para Rubiano Gonçalves Nicolette, taxista há 45 anos, utilizar o equipamento é bom, mas o valor cobrado pelas corridas é baixo. “Falta uma organização, um sindicato para defender a categoria. Se o valor fosse justo, não precisaria ter fiscalização, nem cobrança dos moradores”, disse. Ele ainda contou que os gastos para instalação do aparelho passaram de R$400.
Já o taxista Maurílio Francisco dos Reis afirmou que sempre usa o equipamento. “É bem melhor com o taxímetro. Achei uma boa e não mudou a nossa renda. É lei federal que recomenda a sua utilização e a população tem que cobrar. Se o taxista não usa este dispositivo, ele cobra o valor que quiser”.
A obrigatoriedade do taxímetro é prevista na lei federal 2.468/2011 que determina que todas as cidades que possuem mais de 50 mil habitantes utilizam a tabela de tarifas mediante uso dos aparelhos. 
De acordo com a Prefeitura de Votuporanga, os usuários que encontrarem dificuldade em ter a viagem cobrada pelo taxímetro devem registrar a denúncia. Eles podem fazer um boletim de ocorrência e comunicar a Secretaria de Trânsito, que tomará as devidas providências.
O valor praticado na bandeirada é R$4,50. O quilômetro rodado na bandeira 01 é de R$3,50, na 2 R$3,90, a hora parada custa R$20 e a fração R$0,35. 

A bandeira 01 vale para o horário das 6h às 18h e a bandeira 02 das 18h01 às 5h59. Nos finais de semana, contado a partir do meio-dia de sábado às 5h59 de segunda-feira, valerá a bandeira 02. Leidiane Sabino/A Cidade

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