“Não podemos aceitar”, afirma vereador sobre agressão

A pauta das agressões divulgadas pelo Diário na última sexta-feira voltou à Câmara Municipal e tem dividido os vereadores. 

O prefeito Junior Marão afirmou, durante o seu programa semanal de rádio, que esse foi um fato isolado e que, infelizmente, foi divulgado de uma forma que não deveria, “não pela professora, mas pelas crianças”, lamentou.
Durante a sessão ordinária da última segunda-feira, alguns vereadores subiram à tribuna e teceram comentários acerca das ações. O primeiro a falar sobre o caso foi Emerson Pereira, que relatou uma indicação feita por ele em 2011, pedindo para que a prefeitura, através da Secretaria de Educação, promovesse a instalação das câmeras de segurança nas escolas da rede municipal de ensino.
“Votuporanga virou manchete na TV, redes sociais com um caso gravíssimo. Ela não deveria estar em sala de aula. Deveria ser investigado. Veio a público e é vergonhoso este caso. O caso está sendo acompanhado pela justiça local. Não podemos aceitar. Tem vários professores fazendo tratamento psicológicos, professores que vêm sendo oprimidos pela Secretaria da Educação. A secretária não é maleável. A educação está precisando ser olhada especificamente pelo poder público. Não podemos aceitar que professores maltratem crianças, pois vão pra estudar e não serem maltratadas”.
O vereador Jurandir Benedito da Silva, por sua vez, cobrou do poder público para que o mesmo tivesse o cuidado de ter tomado as providências quanto aos fatos no momento oportuno. “Precisou vazar a imagem para a população”, disse.
Ele também afirmou que alguns possíveis candidatos estão tentando promover-se politicamente em cima das imagens divulgadas. “O processo legal tem que ser cumprido. Em que condições estão trabalhando nossos profissionais? Acompanhado a maioria. Que seja feita a justiça, mas vamos pedir cuidado para as pessoas não usarem politicamente as coisas”, disse.
Silvio Carvalho, assim como já havia relatado na última semana, voltou a defender a postura tomada pela prefeitura mediante aos fatos. “A respeito da professora, o processo já vinha em andamento, mas a administração municipal tem que esperar a análise do processo para tomar uma decisão. Foi criada uma comissão que resolveu afastar por 60 dias. Dentro desse contexto foi passada toda informação para o Ministério Público e polícia. Nesse contexto, a imagem vazou. A importância é que está na mão da justiça. Poderia estar demitida há muito tempo, mas, dando direito de defesa ao funcionário, é por isso que até o momento está sendo aguardado”. Maíra Petruz/Diário de Votuporanga

0 Comentários

Deixe um Comentário

Login

Bem vindo! Faça login na sua conta

Lembre de mim Perdeu sua senha?

Lost Password