Mulher afirma na polícia que foi ferida em chacoalhada de pastor

Uma mulher de 46 anos registrou boletim de ocorrência por lesão corporal culposa (sem intenção) que teria sofrido dentro da Igreja Universal do Reino de Deus (Iurd), localizada no bairro Vila Toninho, em Rio Preto. A fiel feriu a boca e o queixo enquanto o pastor fazia uma oração ao mesmo tempo que chacoalhava a cabeça dela com uma das mãos.

Com a força dos movimentos, a mulher caiu e bateu contra a quina de uma cadeira de madeira. A faxineira levou três pontos no queixo e um na boca por causa do ferimento. ela disse que após o culto realizado no último domingo pediu ao pastor orientação espiritual, pois estava com depressão. O pastor então segurou-a pela cabeça e começou a orar. Durante a oração, ele teria chacoalhado com força a cabeça da mulher, que se desequilibrou e caiu. Na queda a faxineira bateu o queixo, cortando a boca também.

“Eu caí no chão, ele não me segurou e continuou orando, mesmo eu pedindo para parar pois não estava me sentindo bem. Depois que eu passei a mão na boca e percebi que estava sangrando muito, consegui me levantar e uma obreira me ajudou”, afirmou a mulher. Ela foi levada ao banheiro para lavar o ferimento, depois disso o pastor, pediu para ver o que tinha acontecido, mas não ofereceu socorro. “Ele disse assim: ‘deixa eu ver’. E depois que viu, me disse: ‘não foi nada’. Daí eu fui embora e passei na UBS com a boca sangrando e doendo. Lá, eles me medicaram e me deram quatro pontos”, explica.

De acordo com o delegado do 7º distrito policial de Rio Preto, Carlos Tokoi, a faxineira será intimada para depor ainda nesta semana. “Ainda não tenho uma data, mas deve ser ainda esta semana. Se ela quiser representar contra ele, vamos abrir o inquérito de lesão corporal culposa e chamar o pastor para prestar depoimento”, disse o delegado.

O pastor disse que a própria mulher se feriu sozinha. “Ela caiu sozinha, não tive culpa. Esse tipo de oração, de imposição de mãos, é normal. Nunca havia acontecido um acidente”, disse o pastor. Sobre não ter oferecido socorro, ele diz que o ferimento era pequeno. “Eu ainda perguntei pra ela se estava tudo bem e ela disse que sim, daí ela saiu andando. Foi uma surpresa pra mim ela ter registrado o boletim de ocorrência”, afirma. Procurado, o departamento jurídico da Iurd não respondeu até o fechamento desta edição se deverá ser feita alguma apuração na igreja para verificar o que aconteceu e se os procedimentos foram corretos. (Diário da Região)

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