MPF identifica falhas no combate à dengue em Estrela D’Oeste

Prefeitura terá que cobrar multa de quem não cuidar do próprio quintal. Proliferação da doença pode ser consequência da falta prevenção.

Estrela D’Oeste (SP) vai ter que mudar radicalmente a maneira de combater à dengue. É por que o Ministério Público Federal e Estadual perceberam falhas que colocaram o município no topo da lista das cidades paulistas com maior número de casos, proporcionalmente ao número de habitantes.

São pouco mais de oito mil habitantes e 994 casos de dengue, ou seja, a cada oito moradores, um já ficou doente. Além de ser obrigada a fiscalizar as casas a prefeitura também terá que cobrar multa de quem não cuidar do próprio quintal.

Um casal de aposentados na cidade ainda se recupera da dengue. Foram duas semanas com todos os sintomas da doença. “Muita dor no corpo, náusea, diarreia, não tinha vontade para nada, além de muito cansaço”, explicou a aposentada Ilda Araújo Saldanha.

O casal faz parte do grupo de pessoas que tiveram dengue em Estrela D’Oeste, no noroeste paulista. Desde o início do ano, a cidade vive uma epidemia da dengue. É a 20ª do estado de São Paulo em números de infectados.

A proliferação da doença pode ser consequência da falta de ações de prevenção. Foi o que apurou uma investigação do Ministério Público Federal e Ministério Público do Estado. É que no ano passado, a Sucen, Superintendência de Controle de Endemias, encontrou irregularidades nos serviços prestados pela prefeitura. E além das falhas foram identificadas vistorias inadequadas, segundo o promotor de justiça Cleiton Luis da Silva. “Dentre estas falhas nós também temos vistorias virtuais que seriam em tese registradas e não foram efetivamente realizadas, ausência de IPIs outras questões que dizem respeito às diretrizes do Ministério da Saúde para o combate a dengue”, informou o promotor.

O MPF instaurou um inquérito civil público para investigar as ações. A prefeitura tem 15 dias para intensificar os trabalhos e eliminar todos os focos do mosquito transmissor da doença. Caso seja descumprida, a prefeitura pode multar quem não seguir essas recomendações. A coordenadora municipal de saúde Eliana Garuzi de Paula diz que a prefeitura pretende compensar o trabalho que deixou de fazer com multa. “Foi implantada uma multa para a população da residência que encontrar criadouro. A expectativa, a gente está apostando na multa porque desde janeiro estamos trabalhando na conscientização e não se encontra resultado”, informou Eliana. Ainda segundo o promotor se as medidas não forem cumpridas, o prefeito Pedro Oshiro, poderá responder na Justiça por improbidade administrativa. G1

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