MP pede internação de menor suspeita de matar jovem em motel

Rapaz foi encontrado morto com um tiro na cabeça em motel de Penápolis. Equipe da TV TEM foi ameaçada por homem durante reportagem.

O Ministério Público pediu para a Justiça a internação provisória da menor suspeita de matar um jovem dentro de um motel em Penápolis (SP), no domingo (27). O pedido foi feito nesta segunda-feira (28) e a internação é de 45 dias.

A Justiça ainda não analisou o caso e, enquanto isso, a jovem aguarda uma decisão em uma cela especial na penitenciária de Lavínia (SP). A jovem foi ouvida por um promotor, que disse que ela continua negando o crime. Para fazer o pedido, o MP se baseou no relato da polícia.

O corpo do jovem de 20 anos foi enterrado nesta segunda-feira. O rapaz foi morto com um tiro na cabeça, dentro de um motel. Para a polícia, a principal suspeita do crime é a adolescente de 17 anos que estava com ele.

O crime aconteceu no motel, que fica as margens da rodovia Assis Chateaubriand, na madrugada do domingo. Wender Max Rodrigues chegou com a adolescente e um casal de amigos. Cada casal ficou em um quarto separado. Uma camareira contou à polícia que ouviu um disparo, e logo depois viu a adolescente sair do quarto com um objeto não identificado nas mãos, e voltar sem nada.

Segundo a polícia, só então a adolescente teria pedido socorro. A polícia encontrou, perto do motel, um revólver que pode ter sido usado no crime. A arma ainda vai passar por perícia.

Ameaça à equipe de TV
Durante reportagem sobre o caso, uma equipe da TV TEM foi ameaçada na manhã desta segunda-feira por um homem. A equipe foi abordada enquanto a repórter gravava na frente do motel onde houve o assassinato. O homem chega em um carro, desce e coloca a mão na frente da câmera. “Vocês estão caçando, vão achar o de vocês. Tão achando que essa história de liberdade, que pode mostrar o que quer. Vocês têm a liberdade, mas eu também tenho a minha”, afirma o homem, que disse ser o dono do estabelecimento.

A Associação Brasileira de Emissoras de Rádio e Televisão (ABERT) informou, em nota, que repudia a truculência e as ameaças sofridas pela equipe.

Irritado, o homem não quis se identificar para a repórter e continuou as ameaças a ela e ao repórter-cinematográfico. “Vou buscar você e você na sua casa. Pode filmar, pode botar na televisão, onde for, do jeito que você é homem eu também sou. Vou buscar os dois na casa de vocês. Eu vou achar, é fácil achar, ainda mais morando em Araçatuba”, diz.

A reportagem da TV TEM afirma que não vai se intimidar por conta das ameaças e que vai continuar cumprindo o papel de informar a sociedade. Um boletim de ocorrência foi registrado.

Confira na íntegra a nota da ABERT:

“A Associação Brasileira de Emissoras de Rádio e Televisão (ABERT) repudia a truculência e as ameaças sofridas pela repórter Pollyana Moda e pelo cinegrafista Tom Mazin, da TV TEM, afiliada da TV Globo, por um empresário de Penápolis (SP).

Na manhã desta segunda-feira (28), enquanto a equipe de reportagem registrava imagens de um motel da cidade, onde, no fim de semana, aconteceu a morte de um jovem, o empresário, que se apresentou como dono do estabelecimento, ameaçou a repórter e empurrou a câmera e o cinegrafista, tentando impedir a continuidade das gravações.

Nas ameaças, o homem, que não se identificou, disse que se o vídeo fosse veiculado, ele buscaria ‘cada um na sua casa’. Tais atos demonstram intolerância e falta de compreensão do trabalho dos jornalistas, que cumprem o dever de informar sobre os fatos de interesse da população. A ABERT condena toda e qualquer tentativa de impedir ou intimidar a atuação da imprensa.” G1

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