MP entra com ação civil para multar boate

O Ministério Público entrou com uma ação civil para que a boate Vibe seja multada. No último domingo, dia 4, mesmo sem alvará para menores, foi realizada uma festa no local com a presença de cerca de 300 adolescentes. A irregularidade foi descoberta após blitz de agentes da Vara da Infância e Juventude e de policiais militares.

“Vamos tomar as providências administrativas. O proprietário, pelo que averiguamos, é reincidente, e por não ter o alvará dessa vez foi intempestiva a realização do evento”, disse o promotor André Luís de Souza, informando que a multa pode variar entre três e 20 salários mínimos (R$ 2.640 a R$ 17,6 mil).

Para que menores possam participar de festas, é preciso requerer o alvará específico. “No mínimo com 10 dias de antecedência. Ele (proprietário da boate) requereu na sexta-feira. Pelo que foi apurado, ele é reincidente, o que agrava a situação”, afirmou o promotor.

O juiz Evandro Pelarin informou que o proprietário da boate será notificado e terá prazo para apresentar sua defesa. “É uma ação em que a parte será citada, depois a instrução. O valor da multa será avaliado.”

A Prefeitura informou que o local tem alvará de funcionamento e Auto de Vistoria do Corpo de Bombeiros (AVCB) em dia.

Os jovens tinham entre 12 e 16 anos. De acordo com os agentes de proteção, não havia menores consumindo bebida alcoólica do lado de dentro da boate.

Bagunça

Moradores vizinhos da boate, que fica na avenida Artur Nonato, no Jardim Maracanã, afirmam que quando são realizadas festas com a participação de adolescentes, o clima na rua é de apreensão. Alguns jovens fazem baderna, inclusive espalhando o lixo das lixeiras.

“Dá medo. Tem alguns jovens com barras de ferro nas mãos”, afirmou o jornalista e documentarista Fernando Marques, 55 anos. “Eles descem pela avenida, sentido da rodovia para o terminal de ônibus. São mais de 50, 60 moleques, quebrando tudo que veem pela frente. Derrubam latas de lixo, riscam carros, quebram marquises de lojas.”

Uma esteticista de 38 anos, que prefere não ter o nome divulgado, contou que está cansada de limpar a sujeira deixada pelos adolescentes. “É uma algazarra. Eles fazem até xixi no meu muro. Segunda é dia de jogar água sanitária porque ninguém aguenta o cheiro forte de urina.”

O proprietário da boate Vibe foi procurado durante esta terça-feira, mas não foi encontrado. Tatiana Pires/Diário da Região

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