Motorista bêbado cruza sinal fechado e mata garota de 14 anos

Um motorista embriagado ultrapassou o sinal vermelho, atropelou e matou uma adolescente de 14 anos na quinta-feira em Araçatuba, a 530 km da capital paulista. A garota, que esperava o ônibus para voltar pra casa, foi prensada no semáforo de pedestres da praça Rui Barbosa, principal da cidade. Giovana Cristina de Castro estava sentada na calçada, quando foi atropelada pelo Fusca dirigido por Irinei Vieira Lopes, 46 anos.
Lopes contou ter perdido o controle do carro, o que o levou a atravessar o sinal vermelho e atropelar Giovana. Ao ver o carro, a adolescente tentou correr para fugir do impacto, mas acabou prensada no poste do semáforo. Ela teve a bacia e pernas esmagadas. Giovana chegou a ser levada ao Pronto-Socorro, mas não resistiu e morreu.

 

A Polícia Militar fez o teste do bafômetro em Lopes e foi constatada a presença de álcool no sangue, na proporção de 0,79 miligramas por litro (mg/l), bem acima dos 0,10 mg/l permitido por lei. Ainda aparentando embriaguez, Lopes contou a testemunhas que tinha bebido algumas cervejas e voltava para casa, quando perdeu o controle do carro e atravessou o semáforo. Ele foi preso em flagrante pela PM.
Giovana, que mora em Bento de Abreu, tinha ido frequentar aulas de computação na escola Microcamp, em Araçatuba. Ela estava acompanhada do irmão João Paulo, 20 anos, e mais três colegas, também moradores de Bento de Abreu. O ônibus deveria levá-los de volta para casa às 21h30, mas estava atrasado.
A mãe de Giovana, Marlene Santos de Castro, contou que a condução que leva os estudantes para Araçatuba sempre os espera até o final da aula, mas ontem, depois de deixar os estudantes na escola, o ônibus teve de retornar a Bento de Abreu levando uma companhia de músicos de Araçatuba que animaria uma festa de Folia de Reis na cidade. Só depois da festa é que a condução, retornando com os foliões a Araçatuba, traria os estudantes de volta para Bento de Abreu.
“Minha filha telefonou às 23h15 para explicar os motivos do atraso e me contou que ia esperar o ônibus, sentada na calçada, porque estava ‘apertada’ e não tinha banheiro pela região. Como ela estava com o irmão e colega, fiquei menos preocupada”, contou Marlene, que além de Giovana e João Paulo é mãe de outro rapaz. “Um louco, um vagabundo, tira a vida da minha única filha mulher, minha caçulinha, e eu agora não tenho que fazer”, contou ela, abalada.

 

 

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