Morte de Thui Seba foi encomendada por R$ 50 mil

O empresário Cláudio Yuri Baptista, de 32 anos, pode ter pagado R$ 50 mil para o matador de aluguel Keisson Eduardo de Oliveira, de 39 anos, conhecido como Boiadeiro, para assassinar o advogado José Arthur Vanzella Seba, de 32 anos, sócio de Cláudio.

 

Foi o que concluiu a investigação conduzida pelo delegado Wander Solgon, da Delegacia de Investigações Gerais (DIG) de Rio Preto. José Arthur foi morto a tiros no dia 19 de julho, no loteamento Parque dos Buritis, Zona Norte de Rio Preto.

O advogado era filho de Jorge Augusto Seba, secretário de Planejamento de Votuporanga, mas morava e trabalhava em Rio Preto, onde mantinha uma empresa de seguros, em sociedade com Cláudio.

Cláudio e Keisson estão presos desde 21 de agosto, quando a DIG descobriu ligações telefônicas entre os dois um dia antes do assassinato do advogado, o que foi considerado como indício de que ambos estavam combinando o local do crime.

Após quebra de sigilo bancário, a polícia descobriu também que ,dias antes do crime, Cláudio sacou R$ 50 mil, valor exigido pelo matador de aluguel para comentar o crime.

“A investigação também conseguiu identificar a existência de pelo menos três apólices de seguro de vida em nome da vítima, tendo como único beneficiário o mandante do crime (Cláudio)”, informa o delegado coordenador da DIG, Fernando Tedde. O total do valor dos seguros a serem pagos à Cláudio pela morte de José Arthur não foi relevado pela polícia.

Para atrair o sócio até o local da emboscada, o loteamento dos Buritis, na zona norte de Rio Preto, Cláudio teria dito que precisava de José Arthur para acompanhá-lo na negociação de terrenos.

Boiadeiro já estava no local combinado e matou o advogado, que ainda estava dentro do carro. José Arthur foi atingido por tiros na região do pescoço e cabeça. Cláudio simulou ter fugido do local a pé, como se tudo tivesse sido inesperado, inclusive, prestou declarações na Central de Flagrantes dando esta versão.

Boiadeiro e Cláudio foram presos em cumprimento a mandados de prisão temporária. Na conclusão do inquérito, o delegado pediu a prisão preventiva do mandante e do matador, que vão ficar presos preventivamente até o julgamento no tribunal do juri.

Marco Antonio dos Santos – diarioweb.com.br

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