Morte de operário é registrada como homicídio culposo

O acidente de trabalho que resultou na morte do auxiliar de almoxarifado Alberto Yssao de Andrade Phina Hoshino, de 22 anos, em uma indústria de carrocerias na última segunda-feira será investigado pela Polícia Civil. O caso foi caracterizado como homicídio culposo, ou seja, quando não há a intenção de matar e responsabilidades devem ser apuradas.

O boletim de ocorrência com detalhes sobre a morte de Alberto foi elaborado no início da noite de segunda-feira, no Primeiro Distrito Policial, para apreciação da delegada de polícia Edna Rita de Oliveira Freitas. Laudos dos peritos do Instituto de Criminalística e de exame necroscópico junto ao IML (Instituto de Médico Legal) foram requisitados.

Segundo o que foi apurado no “b.o.”, foi acionado a comparecer na Santa Casa, instantes após o acidente, o investigador Luis Celso, onde conversou com uma testemunha, o operário Fabrício Henrique da Silva, de 23 anos, que acompanhou todo o acidente. Segundo a versão, Fabrício havia acabado de empilhar bobinas de lonas em uma carreta.

Ele afirmou que estava saindo com a empilhadeira quando viu Alberto subir na carreta para terminar de arrumar a carga. Em determinado momento, uma das bobinas rolou, derrubando a vítima, que caiu da carreta e foi seguido por uma ou duas bobinas, que o atingiram no solo.

De acordo com informações, cada uma das bobinas pesa aproximadamente 800 quilos, o que esmagou parte do corpo do auxiliar, causando-lhe ferimentos fatais. O Samu (Serviço de Atendimento Móvel de Urgência) e o Corpo de Bombeiros foram ao local, mas a vítima chegou já sem vida ao hospital. Como o boletim de ocorrência não foi registrado com a natureza de morte acidental, um inquérito policial deve ser instaurado para apurar as causas do homicídio.

Alberto Yssao de Andrade Phina Hoshino, de 22 anos, é filho Alberto Yssao Phina Hoshino, (que segundo informações, trabalha na mesma empresa onde o filho faleceu) e Antônia Lima de Andrade Phina Hoshino. Ele nasceu em Aparecida D´Oeste e teve como último endereço a rua Nassif Miguel, 1806, no bairro Pozzobon. (Jociano Garofolo – A Cidade)

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