qua, 12 de agosto de 2026

Morre delegado condenado a 18 anos de prisão por estuprar a própria neta em hotel de Olímpia

Crime ocorreu em setembro de 2014, em um hotel em Olímpia (SP). Moacir Rodrigues de Mendonça, de 72 anos, morreu de câncer.

Morreu no domingo (29) em Porto Feliz (SP) o delegado aposentado Moacir Rodrigues de Mendonça, de 72 anos, condenado a 18 anos de prisão por estuprar a própria neta, à época com 16 anos. O crime ocorreu em setembro de 2014, em um hotel em Olímpia (SP).

Conforme apurado pelo g1, Moacir morreu de câncer. Ele deixa três filhos e a esposa. O sepultamento ocorreu às 16h, ainda no domingo, no Cemitério Municipal Velho de Porto Feliz.

O delegado foi condenado pelo Tribunal de Justiça (TJ) em abril de 2017 e pôde recorrer da sentença em liberdade. A decisão do TJ foi unânime e reverteu a sentença que, em maio de 2016, absolveu Mendonça.

Ministério Público recorreu contestando a sentença do juiz. Moacir era delegado assistente do 1º Distrito Policial de Itu (SP) e ficou preso por um ano e seis meses enquanto aguardava o julgamento do caso.

Entenda o crime

crime ocorreu em setembro de 2014, em um hotel em Olímpia, quando Moacir e a neta foram passar um final de semana no local. O convite partiu do avô, na época com 62 anos.

À TV TEM, a adolescente contou que já na primeira noite foi obrigada a ter relação sexual com o avô. “Ele me puxou pelo braço e me jogou na cama, eu fiquei muito assustada. Senti muito medo, porque nunca iria imaginar que ele ia fazer esse tipo de coisa”, afirmou a jovem.

Na segunda noite, o avô, segundo a jovem, tentou de novo, mas dessa vez ela teria conseguido se livrar dele. Após ser ameaçada pelo avô, a menina não relatou o crime aos pais.

“No segundo dia ele tentou e eu o empurrei. Ele falou que queria se despedir de mim, porque no outro dia a gente ia embora. Fiquei entre a cama e a escrivaninha, encolhida. Ele comprou um celular para mim e falou que era para ficar entre eu e ele e que se eu falasse alguma coisa, ele ia falar que eu era louca”, contou.

A mãe ainda confirmou que a filha somente contou o que ocorreu quando foi pega pela família trancada no quarto com uma arma. Conforme a mulher, a adolescente tentou suicídio.

“Eu fiquei muito revoltada, me senti enganada. Eu tinha 38 anos, então fui enganada 38 anos porque uma pessoa não é assim de uma hora para outra, a pessoa quando tem esse costume, ela comete esse crime, não é a primeira vez que comete”, afirmou a mãe.

A denúncia da mãe foi feita à corregedoria da Polícia Civil. Nos depoimentos, o delegado nega que tenha mantido relação sexual com a neta. O juiz, no entanto, considerou Moacir culpado.

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