Moradores ignoram passarela e DER planeja construção de cerca

População ignora passarela e DER projeta cerca no local

Mesmo com a construção de uma passarela no quilômetro 520 da rodovia Euclides da Cunha (SP-310), perto do posto da Polícia Rodoviária Estadual, pedestres que moram ou trabalham em bairros próximos ainda cruzam a pista, com risco para a própria vida e para motoristas. O Diário ficou no local por 30 minutos e foram suficientes para flagrar abusos de pedestres.
Em um dos casos, um ciclista usou a rodovia para evitar o contorno pela passarela. “É para ir mais rápido. Demora muito ir pela passarela”, afirma ele sem parar a bicicleta. A passarela faz parte do pacote de obras na Euclides da Cunha, com investimento de R$ 850 milhões.
O problema mais crítico está relacionado às pessoas que chegam ao local de ônibus. Eles desembarcam no acostamento da Euclides, a cerca de 30 metros da entrada da passarela. No entanto, ao invés de usar a passagem segura, entre as avenidas José Marão Filho e Nasser Marão, preferem cruzar a rodovia pelo chão.
O analista Fausto Carraro, de 35 anos, passa pelo local na volta do trabalho, em Valentim Gentil. “Os estudantes passam correndo e é muito arriscado. Por mais que demore um pouco, é importante que os pedestres e ciclistas passem pela passarela para evitar acidentes”, afirma Carraro.
Por meio de nota, a assessoria de imprensa do Departamento de Estradas de Rodagem (DER), responsável pela rodovia, informou que estuda a implantação de telas sob a passarela da SP-320. “Com o estudo, o tipo de cerca e sua extensão serão definidos”, consta na nota do órgão. Não foi divulgada nenhuma data para a conclusão do projeto.

Sobre a passarela
A passarela foi entregue pelo DER no início deste ano. A nova passagem foi construída após solicitação de moradores e trabalhadores dos bairros 1º Distrito Industrial João Cezare, Parque Brasília, Jardim São Judas Tadeu, Vila Dutra, Parque dos Estados, todos próximos da SP-320.
Há moradores que fazem questão de fazer a travessia pela estrutura. É o caso da vendedora Maria Fernanda Marinho de Oliveira, de 37 anos, que junto da filha Ana Alice, 7 anos, preferiu usar a passarela para passar de um lado para o outro.
“É muito arriscado atravessar a rodovia nos horários de bastante movimento. Pela passarela, a gente anda um pouquinho mais, porém a chegada do outro lado é mais garantida”, afirma a mulher, que trabalha na Vila Dutra.

Luciano Moura
luciano.moura@diariodaregiao.com.br

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