Moradores de distrito de Rio Preto reclamam de quedas de energia

Engenheiro Schmidt tem 20 mil habitantes, que sofrem com a falta de luz. Empresário teve de jogar 60 kg de massa de pão fora por falta de energia.

Toda vez que chove forte moradores do distrito de Engenheiro Schmidt, em São José do Rio Preto (SP), já sabem que pode faltar energia. A situação é rotineira e já prejudica a população, principalmente o comércio.

Na padaria do empresário Romeu Figueiredo mais de 60 quilos de massa de pão jogados no lixo. O dono da padaria precisou fazer isso porque a energia elétrica acabou durante o processo de produção da mistura e o produto acabou estragando. Ele diz que as interrupções no abastecimento já se tornaram rotina. “Isso nos prejudica demais porque temos compromisso com empresas para entregar o pão, sem energia às 18h, temos de encerrar as atividades antes e isso causa prejuízo também”, afirma o comerciante.

As quedas constantes de energia elétrica revoltam os moradores do distrito, que tem cerca de 20 mil habitantes. A população está indignada com a situação, e com a falta de comprometimento da empresa responsável pelo abastecimento. “Quando forma um tempo de chuva a gente já fica preocupado porque falta luz, a gente perde vendas e a gente depende disso”, diz o comerciante Devair Oliveira.

No celular, a empresária Thais Mendes guarda as mensagens que recebe da companhia toda vez que o serviço é interrompido. São dezenas e em apenas um dia, véspera de Natal, a energia acabou quatro vezes. “A gente não consegue usar o computador para passar a venda de medicamentos, e aí por fim temos de fechar as portas e ir embora mais cedo. Temos medo de assalto também porque fica muito escuro”, diz a empresária, dona de uma farmácia.

Nos últimos dois meses, o dono de supermercado Antônio Pirota teve um prejuízo de quase R$ 2 mil. Logo depois de uma queda de energia, ele percebeu que dois aparelhos haviam queimado. Além de gastar com o conserto dos equipamentos ele teve que jogar fora os produtos que estavam congelados. A única opção para se ver livre do problema foi comprar um gerador de energia, desembolsando R$ 1.400 pelo equipamento. “Uma parte o gerador resolve, mas agora a geladeira não. Se acontecer novamente pode queimar porque ele não suporta”, afirma.

O problema é quando a queda de energia não representa apenas prejuízo material. No caso da Luciane, a energia elétrica é algo essencial para que ela consiga sobreviver. Há sete anos ela respira com ajuda de aparelhos. Sem energia, a bateria do equipamento dura no máximo quatro horas, é aí que começa a agonia e desespero de toda família. “A gente precisa levá-la para um pronto socorro em Rio Preto ou então na casa de algum parente porque em Schimdt a energia está precária”, diz a irmã de Luciane, Cristiane Rabelo.

Cristiane já enviou à empresa, um atestado médico explicando sobre o problema de saúde da irmã, mas o documento não surtiu nenhum resultado, pelo menos até agora. “A CPFL, quando a gente liga, eles falam que estão providenciando, isso pode custar a vida dela porque ela depende dos aparelhos para respirar”, afirma.

Em nota, a concessionária informou que investiu cerca de R$ 50 mil nas últimas quatro semanas na rede elétrica que atende o distrito. De acordo com a CPFL, o atendimento prioritário em caso de interrupção no fornecimento, inclui consumidores que possuem cadastro como UTI domiciliar. Os pedidos de ressarcimento por danos em equipamentos elétricos serão analisados conforme determinação da Aneel, Agência Nacional de Energia Elétrica. Quem se sentir prejudicado, pode entrar em contato com a concessionária pelo site ou pelo telefone 0800 010 1010. G1

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