Morador de rua encontra celular e devolve ao dono

Morador de rua guardou o celular perdido e o entregou quando o jovem voltou à Represa

Para muitos perder o celular na rua é sinônimo de nunca mais ter o aparelho de volta. E se isso acontece em um local de grande movimento, como a Represa Municipal de Rio Preto, em um feriado à noite, a possibilidade de rever o aparelho se torna ainda menor. Mas não foi o que aconteceu com o estudante universitário Pablo Lopes Dávalos, 29 anos.

A honestidade de um morador de rua impressionou o universitário e a história ganhou as redes sociais. De acordo com Pablo, ele caminhava pela Represa quando parou para descansar em um banco próximo à base da Guarda Municipal. Ao deixar o local, minutos depois, não percebeu que o aparelho celular havia ficado para trás.

Horas depois, já em sua casa, sentiu falta do equipamento e depois de muito procurar pela residência e ligar algumas vezes para o seu número e ninguém atender, teve como última esperança a ideia de refazer o caminho até a Represa e ir ao local onde havia se sentado. “Cheguei lá e não tinha mais nada, estava convencido de que teria que comprar outro aparelho”, conta o estudante.

Após ficar alguns minutos no local procurando o aparelho o estudante foi surpreendido por um morador de rua que dormia em um jornal no chão ali próximo. “Eu já estava indo embora quando ele chegou e disse: eu sabia que o dono voltaria para buscar e por isso guardei. Quase não acreditei quando vi que ele estava com o celular e ainda se desculpou por não ter atendido e explicou que não sabia mexer no aparelho”, conta. “A primeira sensação que senti foi de muita esperança, em um mundo tão difícil como o de hoje, pessoas boas sempre prevalecem. Me senti muito feliz, as melhores lições vem de onde menos esperamos e algumas vezes de pessoas simples”, acrescenta o estudante.

Feliz em ter o aparelho recém comprado de volta em suas mãos o estudante universitário ficou algumas horas ali, querendo saber um pouco mais sobre quem era aquela pessoa tão honesta que está em situação de rua. O nome dele é José do Nascimento e tem 55 anos. Não é casado e nem tem filhos. Devido a um problema na perna, se locomove com um pouco de dificuldade, e não consegue emprego, por isso vive da coleta de recicláveis. Normalmente fica na região da Represa e é ajudado por uma igreja.

A equipe de reportagem do Diário, por duas semanas, tentou achar o seu José, mas ele não foi encontrado para participar da reportagem.

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