Morador de rua acampa há 45 dias em terreno

Vizinhos reclamaram da situação para Prefeitura; que enviou caminhão para retirada de materiais recicláveis do local; árvore foi podada

A Polícia Militar e funcionários do setor de fiscalização da Prefeitura de Votuporanga foram acionados para atender um caso de ocupação irregular de um terreno particular, no início da tarde de ontem, na rua Nivaldo Hernandes, no bairro Friozi, ao lado do Cemitério Municipal. No local, um morador de rua que vive do recolhimento de materiais recicláveis montou um pequeno acampamento e vivia no local há cerca de 45 dias.

Quando foram ao local, o indivíduo não estava. Foi constatado que ele não havia construído um barraco, mas vivia sob a sombra de uma árvore e dormia dentro de um carrinho usado para a coleta de recicláveis, coberto com papelão e plástico. Segundo informações obtidas no local, ele fazia suas necessidades no local, bem como fazia fogueiras para cozinhar, e justamente a fumaça causada teria sido pivô de reclamações feitas à Prefeitura.

Osmildo Botta Júnior, diretor do departamento responsável pelo serviço de fiscalização de terrenos da Prefeitura, acompanhou toda a ação. Segundo ele, houve duas indicações na Ouvidoria Municipal de vizinhos reclamando da situação. Como se trata de um terreno particular, o Poder Executivo acionou o proprietário do imóvel, que compareceu ao local na tarde de ontem, e constatou a ocupação.

Imediatamente, ele acionou a Polícia Militar que compareceu ao local. Como o coletor de recicláveis, apesar de estar vivendo no terreno, não estabeleceu moradia, não foi considerado necessário que o proprietário acionasse a Justiça para uma desapropriação. Entretanto, os representantes da Prefeitura acionaram um caminhão da cooperativa de recicláveis que retirou grande quantidade de material do local. Algumas pessoas que estavam com o proprietário do imóvel também usaram uma moto-serra para podar a árvore.

Enquanto a PM, funcionários da Prefeitura e dono do imóvel estavam no local, o acampado não foi localizado. O carrinho e alguns pertences foram deixados lá. Caso ele retorne a se estabelecer no local, o proprietário deverá ser acionado novamente sobre a situação. Jociano Garofolo/A Cidade

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