O padre e missionário Robson André Gavioli de Matos, de 36 anos, faleceu neste sábado, dia 6 de junho, na Ucrânia, país onde realizava trabalhos religiosos e humanitários há 14 anos. De acordo com os relatos de seus familiares, o sacerdote não resistiu a complicações de saúde que surgiram logo após ele passar por um procedimento cirúrgico no joelho. Mesmo diante do cenário de guerra e dos constantes conflitos entre a Ucrânia e a Rússia, ele havia optado por continuar morando no país europeu para dar andamento à sua missão.
Nascido em São José do Rio Preto, no interior de São Paulo, o religioso era muito admirado por sua coragem, profunda fé e total entrega ao trabalho de evangelização. Em fevereiro de 2022, quando o conflito armado estourou e milhares de refugiados tentavam desesperadamente cruzar as fronteiras para escapar dos bombardeios, padre Robson tomou a firme decisão de não abandonar o seu posto na cidade de Khmelnytskyi. Naquela época, a igreja liderada por ele virou um porto seguro e uma base de apoio essencial para acolher as famílias que estavam desabrigadas ou em trânsito, oferecendo a elas um local para banho, alimentação e descanso.
A determinação do sacerdote ficou eternizada em uma declaração marcante feita por ele, na qual afirmava que seu ministério perderia o sentido caso decidisse retornar ao Brasil apenas para fugir dos riscos da guerra em solo ucraniano. Em suas raras vindas ao território brasileiro, ele costumava celebrar missas na Paróquia Santuário das Almas, em sua cidade natal. A última vez em que o padre conseguiu visitar os parentes no Brasil foi no ano de 2023, quando passou um período de 20 dias com os familiares.
No momento, a família conta com o suporte da Igreja Católica para resolver todos os trâmites burocráticos necessários para realizar o traslado do corpo de volta ao Brasil. Por conta da complexidade do transporte vindo de uma área de conflito, a data e o horário das cerimônias de despedida e do sepultamento ainda não foram estipulados. Padre Robson deixa os pais, Osnir e Creuza, além de uma legião de amigos, parentes e fiéis que se inspiravam em sua trajetória de amor ao próximo.












