Missa relembra um ano de tragédia e moradores pedem retirada de trilho

Descarrilamento que matou oito pessoas completou um ano em Rio Preto. Em clima de dor e lembranças, moradores pediram retirada da linha férrea.

O descarrilamento de vagões que matou oito pessoas em novembro do ano passado completou um ano nesta segunda-feira (24) em São José do Rio Preto (SP). Para homenagear e relembrar as vítimas, missas foram  celebradas em dois locais na cidade.

As missas tiveram como objetivo relembrar e confortar a dor de quem perdeu os parentes e amigos numa das maiores tragédias ferroviárias do país. Os nomes das oito vítimas, entre elas duas crianças, foram falados durante a cerimônia religiosa.

A missa em homenagem aos mortos do acidente de trem do Jardim Conceição foi na Basílica Nossa Senhora Aparecida e foi marcada por muita emoção. “Faz um ano do acidente, mas para mim parece que foi ontem, porque eu choro todo dia, não consigo trabalhar, estou procurando um tratamento, porque não estou conseguindo, é complicado”, afirma a diarista Sueli Marlene Dias da Silva.

Para o padre Torrente, a fé, os amigos, as palavras de carinho podem ajudar nesse processo de superação. “Cremos que mesmo na morte, não importa a forma dela, como ela acontece, na nossa fé nos conforta de maneira espiritual e comunitária”, afirma o padre.

Depois da missa na Basílica, parentes e amigos se reuniram para mais uma celebração, dessa vez no Jardim Conceição, onde o trem descarrilou. Na capela do bairro mais homenagens. O eletricista Wesley Dias perdeu um dos melhores amigos na tragédia. “A gente era amigo desde criança e é muito difícil perder uma pessoa assim, em uma tragédia como esta”, afirma.

Depois da missa, o comerciante Marcos Marconi Silva, que teve a casa atingida durante a tragédia e hoje luta para ver a linha férrea longe da cidade, leu uma carta de reivindicações que foi entregue as autoridades. “Nossa principal pedida é a retirada dos trilhos de Rio Preto, e toda a cidade vem pedindo”, afirma o comerciante.

Desde a tragédia do ano passado o medo que sempre existiu só aumentou. O pedido hoje é um só. “Maior desejo é retirar a linha do trem, antes do acidente nós já tínhamos este desejo, agora mais do que nunca”, diz a empresária Maria de Lourdes Duran. G1

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