Menino Pedro Henrique está internado no Hospital de Base em Rio Preto, estado de saúde é delicado

O menino Pedro Henrique de apenas cinco anos, está internado desde domingo no Hospital de Base de Rio Preto e precisa urgentemente de um doador de medula óssea.

O estado de saúde do menino é delicado, ele teve crises de convulsão e foi encaminhado as pressas para o hospital.

No fim desta manhã a equipe de jornalismo entrou em contato com a família e amigos de Pedro Henrique que relataram que ele saiu ontem da UTI e se encontra em um quarto sobre cuidados médicos.

Todo o sintoma que Pedro Henrique sente, como dor de cabeça, tontura, dor no corpo, inquietação e irritação é devido ao estágio avançado da doença. Amanhã, dia 19, vence o prazo que os médicos deram para que fosse feito o transplante da medula óssea, e até o momento, ainda não foi encontrado um doador compativo para salvar a vida do menino.

Ele tem a leucemia linfóide aguda, que é um câncer das células brancas, caracterizada pela produção maligna de linfócitos imaturos linfoblastos na medula óssea. Este, é o câncer infantil mais frequente, apresentando um pico de incidência entre 2 e 5 anos de idade. A incidência volta a aumentar após os 60 anos.

Trata-se de uma doença rapidamente progressiva, que necessita de urgência no tratamento. Portanto, o caso de Pedro Henrique é mais delicado e a necessidade de transplante é urgente.

Infelizmente é difícil encontrar doadores de medula óssea compatíveis, pois o Brasil é um país com uma mistura racial muito grande, e isso dificulta ainda mais a procura pelo doador ideal.

Em nosso país, a média de pessoas que necessitam de transplante de medula óssea, hoje, gira em torno de 2.500 pessoas. Quando existe a indicação para esse procedimento, inicia-se uma corrida contra o tempo.

Primeiro a pesquisa para localizar um doador compatível é iniciada na família, cuja probabilidade de sucesso é de 25%. Mais de 70% dos pacientes tem que recorrer ao cadastro de doadores voluntários não aparentados. A partir desse momento a chance de encontrar uma medula compatível começa a se tornar mais difícil.

O outro caso de leucemia é do menino João Pedro, que também passa pelo mesmo problema, e precisa de um doador. O caso é estável e ele passa bem.

João Pedro até achou um doador, mas a médica preferiu não correr o risco de fazer o transplante. Portanto, a busca por um novo doador continua, ele precisa que a medula óssea seja de maior compatibilidade, e que se aproxime de 99% para que o transplante possa ocorrer com sucesso.

Nessa luta pela vida, as famílias dos dois garotos se uniram para realizar uma campanha em busca de doadores compatíveis.

Qualquer pessoa com idade acima de 16 anos pode se tornar um herói, com um gesto de amor, se cadastrando como doador de medula óssea.

O cadastramento acontece no horário normal de atendimento do núcleo de hemoterapia, que em Fernandópolis funciona, de segunda à sexta feira, das 7h30 até as 18h30.

Já aos sábados o atendimento vai das 8h até as 12h. O Hemonúcleo de Fernandópolis é anexo a Santa Casa ao lado do Pronto Socorro de atendimento.

Para ser um doador de medula óssea é preciso ter entre 18 e 55 anos e estar em boas condições de saúde. Também devem preencher um cadastro com dados completos e endereço e coletar uma pequena amostra de sangue para um teste, que identifica a tipagem genética.

Apenas não podem se cadastrar pessoas em tratamento ontológico, portadores do vírus HIV e de hepatite B e C.

Os dados pessoais e os resultados dos testes são armazenados no Registro Brasileiro de Doadores de Medula Óssea, o REDOME, em um sistema informatizado que realiza o cruzamento com dados dos pacientes que estão necessitando de transplante.

Faça a sua parte e contribua para a doação de medula óssea para esses dois meninos e também para tantas outras pessoas que necessitam de doações.

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