Menino de 13 anos morre no HB após beber vodca

Morreu anteontem no Hospital de Base, em Rio Preto, o estudante Gustavo Gomes de Oliveira Jerônimo, de 13 anos, morador de Santa Fé do Sul. Ele passou mal após ingerir bebida alcoólica, provavelmente vodka, com amigos em um dos bares que ficam em frente ao campus da Fundação Municipal de Ensino e Cultura (Funec), no Jardim Mangará, na noite de quinta-feira.

 

 

Os familiares desconfiam que algum tipo de droga, como por exemplo, o conhecido “boa noite cinderela” possa ter sido misturado à bebida de Gustavo. Momentos antes de desmaiar, após acordar na manhã de sexta-feira, ele disse para a cunhada que além de ter tomado vodka, os amigos haviam o “anestesiado”.

 

 

De acordo com irmão mais velho do estudante, Vinícius Gomes Jerônimo, Gustavo apresentava andar cambaleante, forte dores de cabeça, vômito e crises de convulsão. O estudante foi levado até a Unidade de Pronto Atendimento (UPA) e em seguida para a Santa Casa de Santa Fé do Sul. Na tarde de sábado, por volta das 13h30, Gustavo foi transferido para o HB.

 

 

A morte cerebral dele foi confirmada anteontem ao meio-dia, e o coração parou de bater ontem, às 14h. Segundo familiares, o atestado médico aponta aneurisma. O corpo dele foi transferido no fim da tarde para o Instituto Médico Legal. Gustavo será enterrado hoje, no Cemitério Municipal de Santa Fé do Sul, ainda sem horário definido.

 

 

Vinícius explicou ao Diário que o irmão sempre saia com amigos, da mesma idade, e não tinha o costume de beber. “Que eu saiba ele nem ia nestes bares em frente a faculdade”, contou o irmão.

 

Investigação

Conselheiros tutelares foram até o hospital para ver a situação do adolescente e ontem mesmo apresentaram a denúncia ao delegado Marcelo Sales França, responsável temporariamente pela delegacia da Mulher. Em conversa por telefone, França explicou que ainda não havia sido informado sobre o caso e por isso não poderia dar maiores informações.

 

 

O conselheiro tutelar, Edson Carlos de Souza, disse que foi informado do caso apenas meia hora antes da transferência de Gustavo para Rio Preto. Segundo ele, os bares em frente à Funec não tem histórico de denúncia de venda de bebida alcoólica para menores. “O Conselho não é responsável para investigar a venda, mas sim atuar após alguma denúncia”, afirmou Souza.

André Nonato

andre.nonato@diariodaregiao.com.br

 

 

 

 

 

 

 

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