qua, 12 de agosto de 2026

Menina morre após ter o cabelo sugado pelo ralo em piscina em Mirassol

Laura Pereira Camargo nadava na sexta-feira (17) em Mirassol (SP), quando ficou cerca de cinco minutos submersa e foi internada em estado grave em Rio Preto (SP). Ela morreu dois dias depois por falência de múltiplos órgãos.

Uma menina de 12 anos morreu na tarde de domingo (19) em São José do Rio Preto (SP) após ter o cabelo sugado pelo ralo de uma piscina na casa de uma amiga.

Segundo o boletim de ocorrência, o caso ocorreu na sexta-feira (17) em Mirassol (SP). Laura Pereira Camargo brincava com amigos na piscina residencial quando ocorreu o acidente. A menina foi socorrida pelos bombeiros e levada para a Unidade de Pronto-Atendimento (UPA) de Mirassol.

Depois, foi transferida e internada no Hospital da Criança e Maternidade (HCM) em estado grave. Ainda de acordo com o BO, os bombeiros comunicaram aos médicos no hospital que Laura ficou cerca de cinco minutos dentro da água com o cabelo preso no ralo.

No hospital, Laura apresentou disfunção múltipla de órgãos e pneumonia bacteriana e não resistiu. O velório está previsto para começar às 8h de terça-feira (21), nas Capelas Prever de Mirassol. O sepultamento deve ocorrer às 17h10, no Cemitério Municipal.

A ocorrência foi registrada como morte acidental.

Outros casos

No dia 2 de março, um menino de um ano morreu afogado na piscina de um rancho, em Barbosa (SP). Segundo apurado pela TV TEM, a família estava em um rancho alugado para comemoração de um aniversário. A mãe do menino deixou a criança com a avó para trabalhar.

O menino foi encontrado dentro da piscina, socorrido e levado ao pronto-socorro da cidade. Contudo, não resistiu. No ano-novo, uma criança de 1 ano morreu afogada em uma piscina no bairro Estância Galileia, em São José do Rio Preto (SP).

Um salva-vidas também morreu sugado por ralo, no parque aquático Wet’n Wild, em Itupeva (SP), no dia 13 de janeiro. Ele tinha mergulhado para recuperar a aliança de um turista e foi sugado pelo ralo, conforme registrado por representantes do local no boletim de ocorrência. G1

Em Votuporanga, Lei Manuela é aprovada pela Câmara

A Câmara Municipal de Votuporanga aprovou por unanimidade o Projeto de Lei nº 33/2026, que estabelece novas normas de segurança e prevenção de acidentes em piscinas no município. A proposta, de autoria do vereador Sargento Moreno, foi denominada “Lei Manuela” e tem como foco principal evitar ocorrências graves relacionadas aos sistemas de sucção.

De acordo com o texto aprovado, todas as piscinas — sejam de uso privativo, coletivo ou público — deverão se adequar a uma série de exigências técnicas.

Entre as principais medidas estão a instalação de ralos de sucção com dispositivo antiaprisionamento, a implementação de sistema automático de desligamento da bomba em caso de obstrução, a disponibilização de botão de emergência em local de fácil acesso e a obrigatoriedade de, no mínimo, dois pontos de sucção, permitindo a divisão da pressão da água.

A legislação também detalha a abrangência das regras, incluindo piscinas residenciais, além daquelas localizadas em clubes, academias, escolas, condomínios, hotéis, hospitais e demais espaços de uso coletivo, bem como piscinas públicas destinadas à população em geral.

Outro ponto definido é o regime de penalidades para os responsáveis que não cumprirem as determinações. A norma prevê aplicação progressiva de sanções, começando por advertência. Em caso de descumprimento, poderá ser aplicada multa de 100 Unidades Fiscais do Município (UFM). Persistindo a irregularidade ou sendo constatado risco à segurança dos usuários, o local poderá ser interditado até que todas as exigências sejam atendidas.

Na justificativa apresentada, o vereador autor destacou que o projeto nasce da necessidade de prevenir acidentes potencialmente fatais, especialmente aqueles provocados por falhas em sistemas de sucção, capazes de causar aprisionamento de partes do corpo ou do cabelo. O parlamentar ressaltou que episódios com essas características já foram registrados no país, com consequências graves, o que evidencia a importância da regulamentação.

Durante a discussão da matéria, Sargento Moreno enfatizou o caráter preventivo da proposta. “Estamos falando de uma legislação que pode salvar vidas. Muitas vezes, o risco está em detalhes técnicos que passam despercebidos. Com essas medidas, buscamos garantir que as piscinas sejam ambientes realmente seguros para todos, especialmente para as crianças”, afirmou.

A lei também autoriza o Poder Executivo a regulamentar os critérios técnicos e a forma de fiscalização, o que deverá ocorrer após a sanção. O texto estabelece ainda um prazo de 180 dias para que proprietários e responsáveis façam as adequações necessárias antes do início efetivo das cobranças e sanções.

A aprovação unânime do projeto demonstra consenso entre os vereadores quanto à importância da medida, considerada um avanço na segurança em espaços de lazer no município.

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