Meidão elogia iniciativa do Senado em por fim ao 14º salário dos deputados e senadores

O presidente da Câmara - Meidão

O presidente da Câmara de Vereadores de Votuporanga – Meidão Kanso (PSD) apresentou nesta quinta-feira, uma moção de apoio ao Senado Federal pela iniciativa de aprovar o fim dos chamados 14º e 15º salários recebidos por deputados federais e senadores da República.

Para o vereador, esse projeto é de suma importância, pois ele considera um absurdo o pagamento desses salários aos deputados e senadores.

A Comissão de Assuntos Econômicos (CAE) aprovou, nesta semana, o fim dos chamados “14º e 15º salários” recebidos por deputados federais e senadores. Esse corte foi estabelecido em projeto de decreto legislativo da senadora licenciada Gleisi Hoffmann (PT-PR) – atual ministra-chefe da Casa Civil da Presidência da República – e limita o pagamento dessa ajuda de custo ao início e final do mandato parlamentar.

“Sou totalmente contrário ao pagamento desse absurdo aos nossos deputados e senadores, essa iniciativa da Comissão de Assuntos Econômicos veio em boa hora, e estamos nos congratulando com os membros desta importante Comissão de Assuntos Econômicos”, declarou Meidão.

Projeto

Relator do projeto, o senador Lindbergh Farias (PT-RJ) votou favoravelmente ao projeto, argumentando que ele significará redução de despesas. Atualmente, os congressistas recebem o benefício duas vezes ao ano: uma vez no início e outra no fim de cada sessão legislativa; o novo texto determina que o benefício será concedido apenas no início e no fim de cada mandato.

Segundo explicou Lindbergh, esse auxílio financeiro foi criado com o objetivo de compensar despesas dos deputados federais e senadores com mudança e transporte dos locais onde residiam para Brasília.

O relator avaliou que o pagamento do benefício nesses moldes se justificava “na época em que os transportes eram precários e os parlamentares se deslocavam para a capital do país a cada ano e lá permaneciam até o final da sessão legislativa, quando, só então, retornavam aos seus estados, para se reunir com os seus eleitores”.

O fato de os congressistas retornarem semanalmente a sua base eleitoral, como acontece hoje, dispensaria a manutenção do pagamento dessa ajuda de custo duas vezes ao ano. Lindbergh também não admite que o benefício permaneça inalterado sob o argumento de que funcionaria como complementação financeira.

“Fiz um relatório sóbrio e não compartilho com os segmentos que tentam demonizar o Senado como se fosse uma Casa de privilégios. Hoje temos que fazer uma adequação. Não dá para explicar ao trabalhador a existência de uma ajuda de custo que é confundida com 14º e 15º salários”, ressaltou Lindbergh.

0 Comentários

Deixe um Comentário

Login

Bem vindo! Faça login na sua conta

Lembre de mim Perdeu sua senha?

Lost Password