Medo da H1N1 gera corrida por álcool em gel nas farmácias

Depois de um período esquecido nas prateleiras, o álcool em gel, usado para higienizar as mãos, voltou a ganhar destaque nas farmácias de Franca, após o surgimento de casos suspeitos da gripe H1N1. Até ontem, 8, a Vigilância Epidemiológica da cidade contabilizava 16 casos suspeitos da doença.

Na Far Mais do Parque Progresso, os estoques estão vazios há mais de uma semana, após uma intensa procura. A previsão é que a venda seja restabelecida nos próximos dias. “O produto não tinha mais saída e, de repente, a procura surpreendeu a todos. Os fornecedores não estão conseguindo atender os pedidos”, disse o balconista Luciano Antônio Carvalho. Segundo ele, são em média 15 clientes por dia em busca do item que ajuda na prevenção do vírus Influenza A.

 

Gerente de uma das drogarias Americana, Wilnen da Silva Batista diz que as mortes registradas no Estado, em função da doença, provocaram uma corrida até as unidades, e a grande procura tem dificultado a reposição rápida do produto. Em três lojas, as vendas têm superado 60 frascos por dia. “É mais que o triplo do habitual; antes quase não havia procura por álcool em gel”, disse ela.
Com embalagens em diferentes tamanhos (os frascos são por gramas), o produto pode ser encontrado na cidade por valores que vão de R$ 3 a R$ 15 ou mais. “O preço tem obedecido a lei da oferta e da procura. Se o fornecedor nos vende com reajuste, acabamos tendo que repassar para o consumidor”, disse o farmacêutico da rede Drogafarma, Fabrício Pedroza.
Para ele, a procura está fora do comum e a reposição de estoque não tem sido suficiente para atender a demanda. “Recebemos um lote grande, mas a estimativa é que na terça-feira não tenha mais. A procura está maior até mesmo em relação ao último surto da doença”. Antes do “boom”, segundo Pedroza, apenas pessoas mais precavidas faziam uso do produto.
De acordo com a enfermeira chefe da Vigilância Epidemiológica, Isabela Moreira Freitas, o uso é recomendado como uma das medidas para prevenir a transmissão da doença, assim como a lavagem das mãos com água e sabonete. “Essas são as maiores ferramentas no combate da gripe. É extremamente importante o uso correto do álcool em gel 70%”. Em relação aos casos, a cidade estava, até ontem, 8, com 16 suspeitos, sendo nove pacientes internados na Santa Casa, um no Hospital Regional, um no Hospital São Joaquim/Unimed, dois com alta médica e três pacientes que morreram com suspeita da doença, sem que fosse feita a confirmação da presença do vírus.
http://gcn.net.br/

0 Comentários

Deixe um Comentário

Login

Bem vindo! Faça login na sua conta

Lembre de mim Perdeu sua senha?

Lost Password