qua, 12 de agosto de 2026

Médico é preso dentro de hospital por descumprir Medida Protetiva

A Delegacia de Defesa da Mulher (DDM) de Fernandópolis efetuou a prisão de um médico anestesista de 71 anos por descumprimento de medida protetiva em favor de sua ex-companheira. A prisão ocorreu dentro da Santa Casa de Fernandópolis, onde o profissional atuava.

De acordo com o Boletim de Ocorrência, o médico manteve um relacionamento de cerca de oito anos com a vítima, período em que, nos últimos três anos, teria adotado comportamentos agressivos, controladores e intimidadores. Ele chegou a instalar câmeras de vigilância na residência do casal, com o objetivo de monitorar a então companheira, o que teria contribuído para o fim do relacionamento há aproximadamente um ano.

🚫 Descumprimentos da Medida Protetiva

Após a separação, a mulher obteve uma medida protetiva de urgência, que proibia qualquer tipo de contato ou aproximação por parte do ex-companheiro. No entanto, o homem teria violado essa ordem judicial pelo menos duas vezes.

Na primeira ocorrência, registrada em janeiro deste ano, ele foi flagrado por câmeras de segurança mexendo no relógio de água e esgoto da residência da vítima, supostamente tentando prejudicá-la. Em outro episódio, o suspeito foi visto circulando nas proximidades da casa da mulher, demonstrando comportamento intimidatório.

Segundo o registro policial, o médico também fazia ameaças constantes, o que aumentava o clima de medo e insegurança vivido pela vítima. Diante da reincidência e da gravidade das ações, a DDM solicitou à Justiça a prisão preventiva, que foi deferida.

🚓 Prisão e Audiência de Custódia

O mandado de prisão foi cumprido no hospital em que o suspeito trabalhava. Durante a abordagem, houve resistência, sendo necessário o uso de força moderada e algemas para garantir a segurança dos policiais e do próprio detido.

Após a prisão, o homem passou por audiência de custódia, na qual a Justiça decidiu manter a prisão preventiva. A vítima, por sua vez, relatou temer por sua vida e demonstrou preocupação com a possibilidade de o ex-companheiro deixar a prisão e cometer um ato mais grave.

O caso segue sob investigação e reforça a importância do cumprimento rigoroso das medidas protetivas previstas pela Lei Maria da Penha, como forma de garantir a segurança e o bem-estar das vítimas de violência doméstica.

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