Médico alerta para a febre do chikungunya

De acordo com o especialista Luciano Figueira de Paula, a doença pode chegar em Votuporanga em janeiro do próximo ano

O médico Luciano Figueira de Paula, responsável pela Vigilância Epidemiológica de Votuporanga, reuniu a imprensa na tarde de ontem para alertar a população sobre o vírus da chikungunya. De acordo com o profissional, o município pode começar a ter casos da doença a partir de janeiro do ano que vem.

“Essa é uma doença real, acredito que com essas festas e viagens de fim de ano, ela possa chegar em Votuporanga no próximo mês. Se uma epidemia acontecer, a cidade pode parar, pois o vírus é capaz de afetar de 30 a 70% da população em até três meses”, disse.

A doença, que é um pouco parecida com a dengue, tem alguns sintomas específicos que podem se tornar crônicos. “Cerca de 10% dos pacientes podem evoluir os sintomas agudos como as dores nas juntas para uma dor crônica, que pode durar até três anos, ou pelo resto da vida”, contou Luciano.

O profissional ainda contou que uma capacitação para os profissionais da área de saúde do município será realizada em breve. “Era para ser esse mês, mas no máximo em janeiro estaremos juntando todos os médicos, enfermeiros e agentes de saúde para informá-los sobre a doença e suas complicações”.

Histórico

A febre do chikungunya é originária da Tanzânia e Moçambique, e na língua dessas regiões significa aquele que se dobra, lembrando da postura das pessoas acometidas pela doença. Em 2013, o vírus chegou as Américas, sobretudo nas ilhas do Caribe. No Brasil, chegou este ano.

Transmissão

O vírus chikungunya é transmitido por mosquitos do gênero Aedes Aegypti e Aedes Albopictus (já encontrado em algumas cidades da região). O período de incubação do mosquito é de aproximadamente 10 dias.

Sintomas

Febre de início súbito, maior que 38,5° C ou mais e dor intensa nas articulações. Os locais mais afetados são tornozelos, punhos, mãos, joelhos e cotovelos. O paciente pode apresentar ainda dor de cabeça, dor generalizada nas costas e muscular, enjoo, vômito, diarreia e manchas na pele. Isabela Jardinetti/A Cidade

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