Médica denuncia ex-marido pelo sequestro da filha

Um boliviano de 36 anos é suspeito de ter sequestrado a própria filha, de 6 anos, em Fernandópolis. Ele tinha acabado de se separar da mãe da criança, uma médica da rede pública de Fernandópolis, que está desesperada diante do risco de nunca mais ver a filha.

A mãe que denunciou o sequestro da filha é a médica brasileira Karoline Emília Marqui Pegaiani, de 26 anos. Ela conheceu o pai da criança, o advogado boliviano Gonzalo Azero, na Universidade Cristiana de Bolívia, em Santa Cruz de la Sierra, quando cursava medicina. Do relacionamento, nasceu Isabelly, com 6 anos de idade.

Depois de formada, Karoline veio para Fernandópolis para participar do Revalida, processo de validação de diploma de médico graduado no Exterior. Somente quem é aprovado pode exercer a medicina no Brasil.

Em Fernandópolis, o casal acabou se separando, mesmo a contragosto de Gonzalo.

Segundo Karoline, sem seu consentimento Gonzalo fez o passaporte da filha. Na quarta-feira, dia 17, também sem avisá-la , ele pegou a menina na escola, passou na casa da família, recolheu praticamente toda a roupa da criança e foi embora, dirigindo uma Toyota Runner, com placas da cidade de Santa Cruz de La Sierra, na Bolívia.

Como não houve autorização para o pai levar a criança para fora do país, a mãe denunciou o caso na Delegacia de Defesa da Mulher de Fernandópolis. O suposto sequestro da menina também está sendo acompanhado pelo Conselho Tutelar e a Vara da Infância e da Juventude da cidade.

O delegado seccional de Fernandópolis Oreste Carósio Neto diz que a polícia conseguiu entrar em contato com o pai da menina.

“Ele nos disse que não houve intenção de sequestro. Apenas levou a filha para o funeral da avó, lá na Bolívia. Ele nos prometeu devolver a criança para mãe até na segunda-feira, dia 22”, diz o delegado.

Ainda segundo o delegado, ele vai tentar ao limite uma negociação amigável. Mas se o pai da criança não cumprir o prometido, o delegado promete adotar providências para trazer a menina de volta para Fernandópolis.

Karoline diz que conseguiu falar com Gonzalo, mas não sabe se ele vai de fato devolver sua filha. “Estou esperando notícias”, diz a mãe

Para tentar convencer o marido a devolver a filha, Karoline contratou um advogado para negociar a devolução da criança de forma amigável.

O Diário não conseguiu contato do advogado Gonzalo Arezo. Até o fechamento desta edição, a menina ainda não tinha sido devolvida à mãe. Marco Antonio dos Santos/Diário da Região

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