Matéria-prima é a vontade de crescer na vida

Artista votuporanguense desenvolve móveis através de materiais recicláveis; há 6 anos, sua arte se adapta às novas tendências de decoração que vão do lixo ao luxo

O barril de ferro que se transforma numa confortável poltrona, a casinha de cachorro que até parece ser de 5 estrelas ou as cadeiras trançadas estão cada vez mais presentes nas casas brasileiras. Nas mãos experientes do jovem de Votuporanga, Matheus Moreira, reparos, reformas e a construção de novas peças viram arte.

Há pouco mais de 6 anos, ele trabalha como artesão. “Aprendi na lida como é desenvolver o trabalho: primeiro a parte prática, depois a artística” ele conta que desenvolve sua atividade no simples procurar compreender a arte, e “buscar acima de tudo crescer na vida”.

Matheus aprendeu cedo que, na natureza, nada se cria e nada se perde: tudo se transforma. Desde o início da carreira, ele se propôs a missão de resgatar das caçambas e dos latões produtos que demorariam décadas ou séculos para se decompor, criando com eles objetos de desejo. De forma original e generosa, Matheus utiliza a arte para mostrar as possibilidades dos recicláveis.

Obter resultados requintados depende de muita pesquisa, dedicação e, principalmente, criatividade.

“O sofá de latão é confortável?” 
A ideia que ele tem que projetar na mente de seus clientes é a essência de toda sua arte. “Tentar aproximar o luxo do que às vezes nem é lixo”. Se antes essas peças eram vistas como alternativas de baixo custo, hoje são valorizadas, associam-se ao que há de mais moderno e não podendo ser diferente conquistaram seu espaço na casa das pessoas.
Nas redes sociais, ele divulga seus trabalhos. “Os fãs, amigos e consumidores encomendam pela internet. Isso é meu ganha pão e consigo desenvolver um belo trabalho com ele. Desenvolvo uma base de 25 peças por semana, umas demoram mais outras menos. Tudo vai de acordo com a complexidade,” afirmou.

Ecotudo
Na sede do Ecotudo em Votuporanga, toneladas de lixo são recolhidas anualmente. A transformação destes materiais em arte se dá tanto na sede, com projetos voltados para a leitura, como a biblioteca com livros que foram jogados fora; quanto por pessoas que procuram matéria prima em materiais recicláveis que viram artesanato.

“Ferro, vidro, madeira” 
Pedro Thiago Moreira constrói móveis com madeira de demolição, exportadas de outros estados ou adquiridas até mesmo em terrenos baldios. Ele as transforma em utensílios para o lar, como mesas, armários, bancos e escadarias.
Matéria-prima que seria descartada vira arte nas mãos destes artistas. “Madeiras antigas podem ser compreendidas como sem qualidade ou até ruim para utilização, mas é ao contrário. Elas são mais resistentes e estão cada vez mais valiosas”, explicou Thiago. “A ideia é reaproveitar tudo que for possível: madeira de demolição é ouro pra mim”, finaliza. (Colaborou: Mateus Paióla) /Diário de Votuporanga

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