Manifestação reúne 50 educadores no centro

Cerca de 50 educadoras municipais participaram de uma passeata ontem, em Votuporanga. Acompanhadas pelo presidente do Sindicato dos Servidores Municipais, Inácio de Oliveira Pereira e pelo advogado José Alberto dos Santos, os profissionais clamaram por dignidade e por melhores condições de trabalho. Uma das manifestantes, que preferiu não se identificar com medo de represália, fez um cenário de como está a educação municipal. “Tem que haver a redução da jornada de 40 para 30 horas com as crianças, com 10 horas de planejamento para que haja qualidade de ensino. Atendemos até 50 crianças nas salas de aula” . Uma profissional contou que teve uma crise nervosa em sala de aula. “Estava com 50 alunos e um pai reclamou que o brinquedo do filho teria sumido. Esmurrei a parede, chorei e minha pressão subiu. Tomo calmante até hoje por causa disso”, disse ela. Outra profissional, que pediu para não ser identificada, cobrou representatividade no Conselho do Fundo de Manutenção e Desenvolvimento da Educação Básica e de Valorização dos Profissionais da Educação (Fundeb). Inácio Pereira informou que fará uma assembleia antes do fim do mês com os profissionais. Se o cenário não mudar, há ameaça de greve. A entidade enviou uma nota de esclarecimento, em resposta ao comunicado divulgado pela Prefeitura de Votuporanga sobre a manifestação. “As educadoras dão razão para administração em todo o conteúdo da nota. No entanto, as informações prestadas têm apenas o condão de desviar a atenção em razão das verdadeiras reivindicações da categoria, quais sejam: redução da jornada, do número de alunos por sala e contratação de educadoras substitutas. As profissionais conclamam os vereadores, os pais e a comunidade em geral para visitar qualquer Cemei em qualquer dia, para comprovar a existência de 30, 40 até 50 alunos por sala de aula. Senhor prefeito Junior Marão, o que as educadoras buscam é garantir a qualidade do trabalho que precisam. Não precisam de lousa digital, notebook ou prédios bonitos, precisam sim é de dignidade”, informou

Andressa Aoki
andressa.aoki@diariodaregiao.com.br

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