“Maníaco da Cruz” deixa escritos na pensão do Paraguai

Central Gazeta de Notícias

Em uma entrevista concedida para rádio Amabay do Paraguai no momento em que foi preso pela polícia daquele país, Dionathan Celestrino, 21 anos, conhecido como “Maníaco da Cruz” deixou algumas páginas escritas na pensão em que estava hospedado.

O site de notícias da rádio Amambay mostra alguns dos objetos deixados por Dionathan, como por exemplo, textos que dão a entender que ele estava mais perto de cometer outro crime e que desejava o fim dos cristãos. Nas folhas de papel, ele havia escrito algumas novas supostas mensagens e ordens que deveria cumprir.

Na entrevista, o jovem chegou a afirmar que imitou em parte o “Maníaco do Parque”, um assassino em série que matou nove mulheres no Parque Estadual de São Paulo.

A proprietária da pensão no Paraguai onde Dionathan ficou, disse em entrevista que jamais poderia imaginar que o jovem seria perigoso, segundo ela, ele era um bom rapaz, que andava sempre calado e quase não saia do seu quarto e que também estava tentando aprender a língua.

Ainda segundo ela, o pagamento por sua estadia foi feita de forma antecipada e ele recebia a visita de duas mulheres, supostamente sua mãe e sua tia. Em algumas ocasiões, ele teria ligado para a mãe e a tia de um celular que emprestava de uma vizinha. De acordo com a mulher, Dionathan teria cerca de dois milhões de Guarani em sua posse, quando ele foi preso.

Já em Ponta Porã, a reunião que definiria o destino de Dionathan Celestrino, 21 anos, conhecido como “Maníaco da Cruz” não trouxe resultados e o jovem passará este feriado sozinho, em uma das celas do 2º Distrito Policial da cidade. Das 23 clínicas em São Paulo e Minas Gerais que foram consultadas para a transferência, nenhuma aceitou a internação de Dionathan.

Dionathan residia em 2008 com a família no município de Rio Brilhante, distante 160 quilômetros de Campo Grande. Ele assassinou três pessoas por estrangulamento e ainda utilizava uma faca na qual ele escreveu INRI (Jesus Nazareno Rei dos Judeus).

Durante o ritual, o “Maníaco da Cruz” ainda deixava as vítimas em forma de uma cruz e por isto foi dado a ele este apelido. Além disso, ele realizava uma espécie de julgamento, para escolher quais as pessoas eram impuras e a partir daí cometia os crimes.

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